Rússia pune jornalistas que chamam o conflito de “guerra”

Jornalistas que se referirem aos ataques russos à Ucrânia como “guerra” ou “invasão” podem ser presos

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Lei russa pune jornalistas que chamarem a guerra da Rússia com a Ucrânia de “guerra”. A Rússia criou uma lei de censura que autoriza punir os jornalistas até 15 anos de cadeia ao tratarem o conflito da Rússia com a Ucrânia como guerra. Aqueles que soltarem notícias falsas sobre as operações militares nos países vizinhos também poderão ser presos.

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A mídia independente e jornalistas estrangeiros no país russo já estavam sufocados por conta da “lei do agente estrangeiro”, que impede algumas publicações que desafiem o governo Putin. Entre as proibições estão em se referir aos ataques à Ucrânia como “invasão” ou “guerra”. A ação deve ser chamada de “operação militar especial”.

A nova lei tem o intuito de bloquear aqueles que queriam noticiar com independência. Com isso, a estação de rádio Ekho Moskvy, com sede em Moscou, informou que fechou e no mesmo dia o canal russo Dozhd também suspendeu suas operações em meio a pressões ligadas à sua cobertura. Além disso, vários jornalistas optaram por deixar a Rússia por medo e a RT (Russia Television), emissora estatal, foi banida em várias regiões e países.

Segundo a reportagem do jornal Novaya Gazeta, muitos usuários da internet na Rússia estão até com medo de visitar sites de publicações independentes como Meduza, BBC Russian Service e Radio Liberty. 

O Departamento de Estado dos EUA acusou Moscou de atacar a verdade a liberdade de imprensa. O acesso ao Twitter e ao Facebook também foram bloqueados, além de várias grandes lojas de aplicativos e às principais organizações de notícias ocidentais como BBC e Deutsche Welle.

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*Este texto contém informações retiradas do site MediaTalks.