União Europeia prevê receber até 5 milhões de refugiados ucranianos

De acordo com a Agência de Refugiados das Nações Unidas, mais de 1,7 milhão de pessoas já deixaram a Ucrânia, a maioria seguindo para a Polônia

União Europeia prevê receber até 5 milhões de refugiados ucranianos
Pessoas fugindo da Ucrânia devastada pela guerra recebem comida, roupas e produtos de higiene pessoal na principal estação ferroviária de Hauptbahnhof, Alemanha (Crédito: Hannibal Hanschke/ Getty Images)

O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, alertou nesta segunda-feira (7) que até 5 milhões de refugiados ucranianos podem fugir em direção aos países do bloco. “Essa é uma estimativa razoável. Não vimos um movimento tão grande de refugiados desde o final da Segunda Guerra Mundial”, disse Borrell, segundo o site da DW. 

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O diplomata ainda informou que a União Europeia separou cerca de 100 milhões de euros para custear a resposta à primeira onda de refugiados. 

Na semana passada, os países da União Europeia chegaram a um acordo para conceder residência temporária a refugiados ucranianos da guerra. A medida de proteção temporária também será estendida aos deslocados internacionais que sejam de outras nacionalidades. 

De acordo com a Agência de Refugiados das Nações Unidas, cerca de 2 milhões de pessoas já deixaram a Ucrânia, a maioria seguindo para a Polônia. A ONU também estima que o número de deslocados internos na Ucrânia pode chegar a 12 milhões. Segundo o alto comissário da agência, Filippo Grandi, esta pode ser a maior crise de refugiados da Europa neste século.

“Hoje, a saída de refugiados da Ucrânia chega a dois milhões de pessoas. Dois milhões.”

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Entenda a guerra da Ucrânia

As tropas da Rússia começaram a invadir a Ucrânia na quinta-feira (24) após ordem do presidente Vladimir Putin. O exército russo faz ofensivas por terra, ar e mar contra pontos estratégicos ucranianos, incluindo a capital Kiev e Kharkiv, segunda maior cidade do país. 

Militares russos também conquistam terreno no sul da Ucrânia. Pelo menos uma cidade portuária, Kherson, já foi tomada por eles. 

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Um dos fatores que desencadeou o conflito foi a possibilidade da Ucrânia entrar na OTAN, aliança militar do Ocidente. O presidente russo Vladimir Putin não admite a possibilidade e exige que a Ucrânia se comprometa a nunca entrar na organização. 

O líder russo também argumenta que está realizando uma “operação especial” para proteger os russos que vivem em território ucraniano. Ao mesmo tempo, Putin diz que a Ucrânia está sob controle estrangeiro e que não merece ser um país independente.

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