Vaticano se oferece para mediar conversas de paz entre Rússia e Ucrânia

Delegações dos dois países começaram, nesta segunda-feira (28), as conversas para negociar um cessar-fogo na cidade de Gomel, em Belarus

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Papa Francisco (Crédito: Michael Campanella/ Getty Images)

O Vaticano informou nesta segunda-feira (28) que se oferece para mediar as conversas de paz entre russos e ucranianos. De acordo com a agência de notícias France Press, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, disse que a Santa Sé “está pronta a facilitar as negociações entre Rússia e Ucrânia”. 

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O comentário do cardeal foi feito durante uma entrevista a vários jornais italianos. O religioso afirmou que a Santa Sé tem acompanhado nos últimos anos o que está acontecendo na Ucrânia e que se oferece para facilitar o diálogo com a Rússia.  Ele reconheceu que a piora do conflito seria uma “gigantesca catástrofe”.

Delegações dos dois países começaram, nesta segunda-feira (28), as conversas para negociar um cessar-fogo na cidade de Gomel, em Belarus. 

Papa Francisco pede fim do conflito 

Na tradicional mensagem de domingo na Praça São Pedro, o Papa Francisco voltou a pedir o fim da guerra na Ucrânia

“Silenciem as armas, Deus está com os operadores da paz e não com quem usa a violência”, disse o pontífice que ainda citou as guerras da Síria, Etiópia e Iêmen, segundo o portal Vatican News. 

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Francisco ainda pediu que os refugiados dos conflitos recebam ajuda. “Eles são irmãos e irmãs pelos quais é urgente abrir corredores humanitários. Eles precisam ser acolhidos”, afirmou o líder da Igreja Católica. 

Entenda a guerra entre Rússia e Ucrânia

Depois de meses de tensão militar, o presidente da Rússia, Vladimir Putin autorizou a invasão à Ucrânia, na noite da última quarta-feira (23). Desde então, tropas dos dois países combatem dentro do território ucraniano. 

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Um dos fatores que desencadeou o conflito foi a possibilidade da Ucrânia entrar na OTAN, aliança militar do Ocidente. Putin não admite a possibilidade e exige que a Ucrânia se comprometa a nunca entrar na organização. 

Moscou vê a entrada da Ucrânia na aliança militar como uma ameaça direta à segurança do país já que o território do país divide uma grande fronteira com a Rússia.

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