A busca pela interação social tem sido frequente na rotina das pessoas

As redes sociais acessam regiões do cérebro que promovem o desejo de repetição do seu uso

A busca pela interação social tem sido frequente na rotina das pessoas
(Crédito: Canva Fotos)

A mídia social é chamativa e através de conteúdos diversos, faz com que as pessoas exerçam o entra e sai nas redes, várias vezes ao dia para conferirem as novidades e assim geral uma interação social. Hoje, as redes sociais se tornaram uma extensão da vida dos seres humanos que sentem necessidade de conexão a todo tempo. Querem manter uma interação social, saber o que acontece no mundo, o que outras pessoas estão fazendo, além de serem movidos por engajamentos.

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Em entrevista à CNN, o médico Mitch Prinstein, diretor científico da Associação Americana de Psicologia (APA), disse que muitas pessoas são atraídas pelo uso frequente da mídia social porque ela ativa substâncias químicas cerebrais que trazem a sensação do “quero mais”. Outro fator de influência é que as redes sociais através dos algoritmos conhecem cada vez mais os usuários e mostram conteúdos que traga interesse, curiosidade e te prenda por mais tempo.

De acordo com a CNN, o sociólogo, Henrique Pumar afirmou que por meio da interação social o ser humano pode formar sua autoestima e sua identidade. Portanto, uma interação constante nas redes tem a ver com acompanhar a vida dos outros e pode ser o caminho para entender o vício. Além de que, as redes sociais se resumem em várias e podem fazer com que os usuários se interliguem cada vez mais, de forma a circular no mundo midiático por horas no dia.

Ademais, nem todas as pessoas usam as redes sociais de maneira excessiva, mas é preciso estar de olho nos sinais. Alguns deles são: gastar tempo excessivo nas redes, focar de maneira que interfira na vida cotidiana, desejo compulsivo de entrar em uma rede, irritabilidade ou raiva quando não conseguir acessar, capacidade limitada de pensar profundamente, entre outros.