combate às infecções

Atualização da lista de bactérias da OMS e a resistência antimicrobiana

A lista foi publicada pela primeira vez em 2017, ano em que a ameaça da resistência antimicrobiana se intensificou

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Resistência antimicrobianas: como atuar diante deste problema? – Crédito: Canva

A saúde global enfrenta contínuos desafios no combate às infecções bacterianas, especialmente aquelas causadas por organismos com resistência antimicrobiana. Em uma tentativa de coordenar melhor o combate a esse crescente problema, a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou recentemente sua Lista de Patógenos Bacterianos Prioritários, enfatizando as famílias de bactérias que representam as maiores ameaças devido à sua resistência a antibióticos.

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O que é Resistência antimicrobiana?

resistência antimicrobiana surge quando microrganismos como bactérias, vírus, fungos e parasitas mudam ao serem expostos a medicamentos antimicrobianos como antibióticos e antifúngicos. Essa adaptação pode tornar os tratamentos convencionais ineficazes, fazendo com que as infecções persistam e possam se espalhar mais facilmente.

Impacto global e medidas necessárias

Segundo a OMS, o fenômeno da resistência é impulsionado principalmente pelo uso inapropriado de antibióticos, incluindo a prescrição excessiva e a automedicação. Essa crescente resistência antimicrobiana ameaça a eficácia de tratamentos cruciais, causando sérios riscos à saúde pública global, como o aumento de infecções de difícil tratamento e maior taxa de mortalidade.

Quais são os principais patógenos da lista da OMS de 2024?

Assim, na atualização de 2024, a lista identifica várias bactérias classificadas em categorias de prioridade crítica, alta e média. Entre os agentes de prioridade crítica estão bactérias gram-negativas, resistentes aos antibióticos de último recurso. Contudo, esses agentes destacam-se pela alta resistência e habilidade em disseminar essa resistência para outras bactérias, configurando-se como uma ameaça significativa à saúde global.

  • Acinetobacter baumannii, resistente a carbapenem;
  • Enterobacterales, resistentes às cefalosporinas de terceira geração e a carbapenêmicos;
  • Mycobacterium tuberculosis, resistente à rifampicina.

Como podemos combater a resistência antimicrobiana?

Neste sentido, a luta contra a resistência antimicrobiana requer uma série de medidas integradas que envolvem desde a conscientização pública até o investimento em pesquisas para novos tratamentos. A necessidade de intervenções robustas é crítica para mitigar a propagação dessas infecções.

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  1. Educação e conscientização sobre o uso adequado de antibióticos.
  2. Incentivos para o desenvolvimento de novos medicamentos e tratamentos.
  3. Implementação de políticas estritas de controle de infecção nos sistemas de saúde.

Por fim, a atualização da Lista de Bactérias Prioritárias pela OMS em 2024 é um lembrete urgente da necessidade de acelerar os esforços contra a resistência antimicrobiana. Dessa forma, com as devidas intervenções e cooperação global, é possível enfrentar esse desafio e proteger a saúde futura de impactos ainda mais severos causados por infecções com resistência antimicrobiana.

 * Matéria publicada originalmente em Bons Fluidos 

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