Cientistas britânicos criam “cobra-robô” que pode auxiliar médicos

Cientistas destacam que o objetivo é a utilização de técnicas menos invasivas em exames e tratamentos

Cientistas britânicos criam “cobra-robô” que pode auxiliar médicos
(Créditos: Andy Buchanan – WPA Pool/Getty Images)

Cientistas britânicos, da Universidade de Leeds, desenvolveram uma ferramenta capaz de revolucionar diagnósticos e tratamentos, principalmente de problemas no pulmão, de acordo com um comunicado da imprensa da universidade. Foi apelidada de “cobra-robô” por sua forma lembrar uma minhoca.

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“Cobra-robô” pode mudar de forma e tem mais mobilidade que um cateter comum (Créditos: Divulgação / Universidade de Leeds)

O objetivo do projeto, segundo Pietro Valdastri – pesquisador principal do projeto e presidente de robótica e sistemas autônomos da Universidade de Leeds – é buscar novas ferramentas para realmente ir mais longe para dentro do nosso corpo: “Meu objetivo é encontrar uma maneira de entrar o mais fundo possível dentro do corpo humano, da maneira menos invasiva possível.”

E ainda completa para a entrevista ao The Washington Post: “Um robô ou cateter de tentáculo magnético que mede 2 milímetros e cuja forma pode ser controlada magneticamente para se adequar à anatomia da árvore brônquica pode atingir a maioria das áreas do pulmão, e seria uma importante ferramenta clínica na investigação e no tratamento de um possível câncer de pulmão e outras doenças pulmonares. Nosso sistema usa um sistema autônomo de orientação magnética que dispensa a necessidade de os pacientes serem radiografados enquanto o procedimento é realizado”.

Hoje em dia os exames são feitos com a utilização de um broncoscópio. Uma técnica invasiva, em que um tubo de aproximadamente 3,5 a 4mm é inserido pela boca ou pelo nariz do paciente, e mesmo assim só se consegue atingir a camada superior do pulmão, pois a movimentação deste cateter fica prejudicada e não atinge os locais exatos.

Em contrapartida, a “cobra-robô”, criação dos cientistas britânicos, tem apenas 2mm de diâmetro – mais ou menos duas pontas de uma caneta esferográfica, de acordo com um artigo na revista Soft Robotics – e permite maior mobilidade dentro do paciente. A “cobrinha” é controlada por magnetismo: ímãs fora do corpo controlam seu movimento e, uma vez no local exato, pode começar o tratamento. A expectativa é que essa técnica também possa ser utilizada em outras áreas do corpo como coração, rins e pâncreas.

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