Com surto de gripe, Bahia registra primeira morte por Influenza A H3N2

As autoridades de saúde estão preocupadas com o surto que avança pelo país. As duas maiores capitais do país, Rio de Janeiro e São Paulo, estão vendo internações em hospitais aumentarem nas últimas semanas pela doença

Com surto de gripe, Bahia registra primeira morte por Influenza A H3N2
O vírus H3N22 é sazonal, ele circula entre humanos desde uma pandemia em Hong Kong em 1968. Mas em 2005 começou a circular no mundo (Créditos: Bruno Concha/Secom)

Foi notificada na noite de ontem pelo estado da Bahia, a primeira morte por H3N2, cepa da influenza A (gripe) responsável pelo surto que o país vive da doença. Segundo o UOL, a informação foi confirmada pela Secretaria Estadual da Saúde. Moradora de Salvador, a vítima é uma idosa de 80 anos, e que não estava vacinada contra a gripe.

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As autoridades de saúde estão preocupadas com o surto que avança pelo país. As duas maiores capitais do país, Rio de Janeiro e São Paulo, estão vendo internações em hospitais aumentarem nas últimas semanas pela doença.

Já foram contabilizados no Rio, mais de 23 mil casos de H3N2, enquanto São Paulo teve 19 internações até a semana terminada 14, contra 12 casos de março a junho de 2020.

Até terça-feira (14), na Bahia foram notificados 93 casos da doença com resultado positivo para Influenza A H3N2. De todos, 15 evoluíram para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e precisaram ser hospitalizados. Os pacientes têm idade entre 9 e 85 anos.

Através da Vigilância Epidemiológica, o estado reforça a recomendação de intensificar a vacinação nos municípios que dispõem de estoque, com oferta do imunizante influenza para os grupos prioritários não vacinados durante a campanha de 2021.

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O vírus H3N22 é sazonal, ele circula entre humanos desde uma pandemia em Hong Kong em 1968. Mas em 2005 começou a circular no mundo.

A vacina da gripe protege contra o vírus H3N2?

Como os vírus influenza passam por mais mutações do que o coronavírus, as vacinas precisam mudar todos os anos para garantir eficácia. A vacina contra a gripe usada no Brasil já tem em sua composição a H3N2, mas não se trata da variante Darwin, que agora circula no Rio e em São Paulo.

Mesmo assim, a vacina à disposição “ajuda a pelo menos reduzir hospitalização”, diz Cristina Bonorino, imunologista da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia). “Essa variante não está na vacina, mas a H3N2 está. Então a vacina tem alguma proteção.”

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Principais vítimas da doença

A doença atinge em principal os mais idosos, ao contrário do coronavírus.

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