ALIMENTAÇÃO

Entenda a diferença entre carne ‘in natura’ e processada

A diferenciação dos dois tipos de alimento foram usados em debate da Reforma Tributária, que acabou deixando a carne fora da cesta básica

A diferenciação dos dois tipos de alimento foram usados em debate da Reforma Tributária, que acabou deixando a carne fora da cesta básica.
A diferença na carne pode impactar saúde de quem come – Créditos: Canva

Em meio às discussões em torno da Reforma Tributária, o Congresso Nacional decidiu manter a carne fora dos produtos da cesta básica. A decisão, se aprovada, vai apenas reduzir os impostos sob as carnes in natura e processadas.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia se manifestado a favor da redução, ou até isenção, dos valores tributários sob este alimento, enfatizando o papel desse alimento dentro da dieta comum do brasileiro. Uma das ideias apontadas por Lula seria a diferenciação do valor tributário sob carnes in natura e processados.

A iniciativa de incorporar diversas carnes à lista de produtos essenciais viria em um momento oportuno, visando aliviar o custo de vida da população, que está em alta. De acordo com a última pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgada nesta quinta-feira (4), a cesta básica teve alta de preço em 17 capitais, chegando a um valor médio de R$ 832,69 em São Paulo, capital mais cara.

Qual a diferença entre carne ‘in natura’ e processada?

O termo “in natura” refere-se aos alimentos que são consumidos em sua forma mais natural possível, sem aditivos ou processos significativos que alterem suas características fundamentais. No contexto da nova regulamentação, inclui-se uma vasta gama de cortes de carnes de diferentes animais, como frangos, bovinos e suínos, mas também de tipos menos comuns como emas, jacarés e avestruzes.

Enquanto os alimentos in natura são oferecidos praticamente como são retirados da natureza, os minimamente processados passam por pequenos ajustes úteis para os consumidores, como a remoção de partes não comestíveis, embalagem ou mesmo congelamento. Essas mudanças visam apenas prolongar a vida útil e facilitar a preparação dos alimentos em casa, não alterando substancialmente suas propriedades.

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Na outra ponta, encontramos os alimentos processados, que, ao contrário dos in natura e minimamente processados, são substancialmente alterados durante sua produção. Ingredientes como sal, açúcar e gorduras são adicionados para aumentar o sabor e a durabilidade. Entre exemplos comuns estão conservas como sardinhas e atuns enlatados, além de produtos como carne seca e toucinho. Esses processos, embora contribuam para variar a dieta, frequentemente resultam em um aumento na densidade calórica dos alimentos, o que pode ter implicações para a saúde pública.

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