Fiocruz diz que demanda por UTIs está piorando

Pesquisadores apontam que rede pública de saúde está pressionada pelo o aumento do número de adultos infectados

Fiocruz diz que demanda por UTIs está piorando
Foto de março de 2021, hospital Ronaldo Gazolla no Rio de Janeiro, paciente na UTI com Covid-19 (Créditos: Buda Mendes/Getty Images)

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) lançou o observatório da Covid-19 nesta quarta-feira (26), no qual ressalta que a rede pública de saúde está ficando pressionada pela alta na demanda de leitos de UTIs (Unidade de Tratamento Intensivo) para adultos infectados com a Covid-19. Segundo os pesquisadores, o quadro está pendendo para ficar ainda pior.

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Os pesquisadores, em uma nota técnica que divulgaram, disseram que “a situação está nitidamente piorando, embora o avanço da vacinação ajude a desenhar um quadro diferente do de outros momentos mais críticos da pandemia”.

A facilidade que a variante ômicron consegue ser transmissível, “gera números expressivos que pressionam o sistema de saúde” e com pacientes que precisam de internação em UTIs. Para os pesquisadores, isso se explica por “uma parte considerável da população que ainda não recebeu a dose de reforço e outra parcela nem foi vacinada”.

Esse ponto já foi sustentado pelo Ministério da Saúde, Marcelo Queiroga, e a intensivista e cardiologista Ludhmila Hajjar, cotada para assumir a pasta da Saúde no ano passado.  “As UTIs estão atualmente só com casos de covid entre os não vacinados. Os imunizados dificilmente passam por atendimento ambulatorial”, disse Ludhmila ao jornal O Globo em janeiro.

De acordo com informações do UOL, outros fatores, além da falta de vacinação, disse a Fiocruz que o verão “é também um período de férias que favorece aglomerações”, o que pode mostrar o crescimento dos casos no fim do ano passado.

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Foram quase 199.126 mil novos casos da Covid-19 no Brasil,  na terça-feira (25). Está em alta a média móvel de diagnósticos desde 29 de dezembro de 2021 e ontem ficou em 159.789.

O Brasil registrou em 24 horas, 489 mortes pelo coronavírus. Desde o dia 12 de novembro, esse é o número mais alto marcado, foram registrados 612 óbitos, de acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa.

Situações nos estados e capitais

De acordo com a Fiocruz, das 25 capitais com as taxas divulgadas, 9 estão em alerta máximo (crítico). São elas, com a porcentagem de ocupação: Brasília (98%), Rio de Janeiro (98%), Belo Horizonte (95%), Fortaleza (93%), Porto Velho (89%), Cuiabá (89%), Natal (percentual estimado de 89%), Rio Branco (80%) e Macapá (82%).

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Sete estados estão em ponto crítico: Distrito Federal (98%), Rio Grande do Norte (83%), Goiás (82%), Piauí (82%), Pernambuco (81%), Espírito Santo (80%) e Mato Grosso do Sul (80%).

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