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Amazônia concentra 91,6% de toda a área afetada pelo garimpo no Brasil

Na Amazônia, as unidades de conservação e territórios indígenas foram os mais afetados pela expensão garimpeira.

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11.542 hectares das terras Kayapó foram tomados pelo garimpo até 2021 (Créditos: Victor Moriyama/ Getty Images)

A devastação na Amazônia, provocada pelo garimpo, dobrou em apenas dez anos, passando de 99 mil hectares para 196 mil entre 2010 e 2021. Os dados foram divulgados pelo MapBiomas, nesta terça-feira (27).

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A área devastada chega a quase 2 mil km² e é maior do que, por exemplo, a cidade de São Paulo, que tem 1,5 mil km². O levantamento também apontou que a mineração industrial passou de 86 mil hectares de área ocupada em 2001 dobrarem para os 170 mil hectares registrados em 2021.

Na Amazônia, as unidades de conservação e territórios indígenas foram mais afetados pela expensão garimpeira, como as terras Kayapó, na qual 11.542 hectares foram tomados pelo garimpo até 2021 e Munduruku, com 4.743 hectares.

Já em demais estados do país, Pará e Mato Grosso foram líderes em perda de floresta. Juntos, Pará e Mato Grosso representam 71,6% das áreas mineradas no país ao somar a mineração industrial e a atividade garimpeira. Quatro dos cinco municípios brasileiros com maior área de garimpo ficam no Pará, sendo esses Itaituba, Jacareacanga, São Félix do Xingu  e Ourilândia do Norte.

“A série histórica mostra um crescimento ininterrupto do garimpo e um ritmo mais acentuado que a mineração industrial na última década, além de uma inequívoca tendência de concentração na Amazônia, onde se localizam 91,6% da área garimpada no Brasil em 2021”, explica Cesar Diniz, coordenador técnico do mapeamento.

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