Desmatamento na Amazônia caiu 12% após novo recorde, diz governo

Os ministros do Meio Ambiente, Joaquim Leite, e da Justiça, Anderson Torres, apresentaram os dados que foram comemorados como um efeito da operação Guardiões da Floresta

Desmatamento na Amazônia caiu 12% após novo recorde, diz governo
O número foi muito pior do que era esperado (Créditos: Victor Moriyama/Getty Images)

Foi anunciado nesta terça-feira (14), pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), uma queda de 12% nos alertas de desmatamento da Amazônia registrados pelo sistema Deter, do Instituto nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre os meses de agosto e novembro comparado com o mesmo período de 2020, e redução de 19% somente no mês de novembro em relação ao mesmo mês do ano passado.

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Os ministros do Meio Ambiente, Joaquim Leite, e da Justiça, Anderson Torres, apresentaram os dados que foram comemorados como um efeito da operação Guardiões da Floresta, que o governo federal iniciou depois que os dados de 2021 apresentaram um recorde  na Amazônia de desmatamento.

“Esses números refletem a integração com Ministério da Justiça e as operações com Ibama, ICMBio, Força Nacional, Polícia Federal. Essa integração começou a se refletir agora em números”, disse Leite. 

Mais um recorde de alta foi registrado entre agosto de 2020 e julho de 2021, com um aumento de 21,97% em relação ao período anterior. Foram desmatados 13.235 km, maior índice desde 2006, dados oficiais do desmatamento, que são medidos pelo sistema Prodes, e foram divulgados há um mês. 

O número foi muito  pior do que era esperado. De início, com base nos dados do Deter, que mede os alertas de desmatamento por mês, o governo apostava em uma redução de 5%.

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Durante a COP26, a cúpula global sobre o clima, em novemro, o governo prometeu o fim do desmatamento ilegal no país até 2028, ante dos dados oficiais serem revelados, que semanas antes da conferencia já estvam prontos.

Segundo Leite, a diminuição que foi registrada até o momento permite apostar que o governo conseguirá atingir a meta estabelecida, por mais que ainda esteja abaixo do que precisa.

“O cálculo é que são necessários 15% de redução nos primeiros anos para desmatamento ilegal zero. Estamos na direção correta em relação aos números para atingir o objetivo para eliminar até 2028”, disse o ministro.

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