Gestor da política

João Doria deixa vida pública e volta para iniciativa privada

“Eu continuo no PSDB, não me desfiliei e não vou me desfiliar do PSDB”, diz Doria na manhã desta segunda-feira (13).

João Doria voltará para vida privada
Ex-governador de São Paulo discursando no café da manhã desta segunda-feira (13) (Crédito: Divulgação)

O ex-governador de São Paulo, João Doria, se reuniu junto aos seus colegas jornalistas para um café da manhã nesta segunda-feira (13), e afirmou que está deixando a vida pública. Durante a reunião, Doria falou sobre a sua trajetória na política e se mostrou muito satisfeito com o resultado de seus mandatos. “Erramos tentando acertar, mas acho que acertamos mais por aquilo que realizamos do que pelos erros que cometemo”, afirma.  

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João Doria se formou como jornalista, mas em 2016 virou uma figura da política. Nesta manhã (13), ele relembrou o início da sua vida profissional no ramo público e afirmou que ingressou na área para ser um gestor. “Eu vim para vida pública para ser um gestor em 2016, eu não sou um profissional da política, sou um gestor da política e foi esse o papel que eu cumpri na prefeitura de São Paulo e também no governo do estado de SP”, disse ele. Após seis anos exercendo um cargo público, que segundo ele não foi um período longo mas sim intenso, Doria voltará para a vida privada.  

Em um post do Twitter, o ex-governador de São Paulo confirmou a sua decisão. “A partir do próximo mês, retomo minhas atividades na iniciativa privada. Deixo a vida pública com senso de dever cumprido. Pelos meus erros, peço desculpas. Pelos meus acertos, cumpri minha obrigação”, escreveu. 

Doria estava enfrentando dificuldades em aceitação nas pesquisas eleitorais, com alta taxa de rejeição entre o eleitorado. No entanto, ele se mostrou bem grato ao PSDB e disse que continuará fazendo parte do partido: “eu continuo no PSDB, não me desfiliei e não vou me desfiliar do PSDB. As razões que me filiaram ao PSDB no ano de 2000 são as mesmas que me mantém ao PSDB em 2022”

Durante o encontro, Doria aproveitou para comentar a sua opinião em relação ao caso do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips. Com a possível morte de ambos, Doria fala que: “isso é um triste resultado daquilo que já se esperava. É o efeito de um país que vive uma conturbação, eu diria que este século só equivale à ditadura militar que se implantou no país durante 20 anos. E agora na circunstância de um país que desrespeita vidas, desrespeita os jornalistas, desrespeita os ativistas, estimula o uso de armas, estimula a violência, o confronto, o emparedamento e atitudes covarde que servem de exemplo para os que preferem o caminho da sombras, da impunidade ao invés do que a luz da liberdade e da justiça”.



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