Restrições à Covid-19

Movimentação portuária cai no Brasil devido ao lockdown na China

De acordo com os dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a importação de produtos via frete marítimo registrou queda de 7,92%. Já a exportação, caiu quase 3% no país.

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Porto de Santos (Créditos: Divulgação/ Porto de Santos)

A movimentação portuária de fretes de carga no Brasil caiu 3% entre janeiro e abril deste ano, em comparação com o mesmo período em 2021. O resultado foi significantemente impactado pelas medidas de lockdown adotadas na China, desde o início de março, para a contenção da Covid-19.

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Os dados fazem parte do levantamento feito pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), do governo federal. De acordo com os dados, a importação de produtos via frete marítimo registrou queda de 7,92%. Já a exportação, caiu quase 3% no país.

Além disso, a cabotagem, que representa a navegação na costa, também apresentou queda no Brasil. Em comparação com o ano passado, esse serviço de transporte demonstrou uma retração de 2,5%. Apesar da queda de movimentação, o volume de carga geral transportada subiu para 26% no mesmo período.

De acordo com a CNN, foram mais de 23 milhões de toneladas carregadas deste modo entre janeiro e abril deste ano. A carga geral é uma modalidade marítima que difere de containers. Normalmente, o transporte desse segmento é feito por sacas, caixas, faros, engradados, e não sentiu o efeito do lockdown na China.

Uma das dificuldades encontradas no país, devido as restrições contra Covid-19 na China, é a escalada no custo do frete de navios cargueiros no país sejam aqueles que pretendem atracar em portos brasileiros, quanto os que têm os portos asiáticos como destino final.

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O diretor presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Jesualdo Silva, afirmou que a paralisação de navios cargueiros na China levou a uma escassez de oferta global e, consequentemente, um alta no preço dos fretes. “Essa elevação no preço aconteceu. Navios que vinham da Ásia para cá e vice-versa não sabiam se iriam poder descarregar e seguir o percurso. Não saia e nem entrava container, praticamente, na China. E sem dúvidas que uma escassez gera um aumento [no custo]. Muitos produtos são fabricados no país asiático e esse fluxo não estava acontecendo, por causa da Covid-19″, disse Jesualdo.