PF afirma que Bolsonaro cometeu crime vazando informações, mas não indicia o presidente

Segundo a PF, o crime cometido por Bolsonaro foi o de revelação de segredo

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O presidente Jair Bolsonaro fala durante uma coletiva de imprensa no Dia Internacional Contra a Corrupção no Palácio do Planalto em 9 de dezembro de 2021 em Brasília, Brasil. (Crédito: Andressa Anholete/Getty Images)

A Polícia Federal (PF) concluiu que o presidente Jair Bolsonaro (PL) cometeu crime ao vazar informações sigilosas de uma investigação durante live em suas redes sociais. Contudo, a PF não indiciou o presidente alegando que ele possui foro privilegiado.

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Na live em questão, realizada em agosto de 2021, Bolsonaro compartilhou informações de um relatório da PF sobre um ataque hacker ao TSE em 2018. O presidente tentou usar os dados desse documento para embasar sua suspeita fantasiosa sobre a segurança das urnas eletrônicas.

Segundo a PF, o crime cometido por Bolsonaro foi o de revelação de segredo. O relatório final da investigação será encaminhado ao ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, responsável pelo caso.

Durante a live, Bolsonaro estava acompanhado do deputado federal Filipe Barros (PSL-PR). A PF também concluiu que Filipe cometeu crime, porém não será indiciado pois também possui foro privilegiado.

Alexandre de Moraes deve encaminhar a conclusão da PF para a Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão pode pedir pelo aprofundamento das investigações, analisar se cabe denúncia contra Bolsonaro ou arquivar o inquérito.

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No relatório, a PF afirma que a divulgação das informações sigilosas teve repercussão danosa à administração pública e que o compartilhamento deu lastro a dados “sabidamente falsos”.

Leia na íntegra o relatório da PF sobre o vazamento de dados sigilosos.