Tentativa de feminicídio

Procurador que agrediu colega de trabalho alega surto psicótico

Na última quinta-feira (23), o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o procurador por tentativa de feminicídio

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Procurador sendo preso (Créditos: Divulgação/ Polícia Civil)

A defesa do procurador municipal, Demétrius Oliveira de Macedo, alegou surto psicótico para o momento em que o advogado espancou a colega de trabalho, Gabriela Samadello Monteiro de Barros, dentro da Prefeitura de Registro, no interior de São Paulo.

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“É evidente que os acontecimentos do último dia 20/6 ocorreram em novo episódio psicótico, provavelmente com delírio persecutório, em meio ao qual, privado da razão, o procurador lamentavelmente veio a cometer os atos de lesão corporal que merecem o absoluto repúdio da sociedade”, alega o escritório de advocacia de Marco Antônio Modesto, que representa Demétrius Macedo.

O argumento apresentado no comunicado é de que o procurador sofre com “problemas de ordem psiquiátrica” desde 2020, já tendo apresentado quadros de surtos psicóticos e delírios. Segundo tais informações, Macedo pediu demissão de seu cargo nesse mesmo ano e teve a “falta de consciência de seus atos” constatada no exame demissional. De acordo com a CNN, por meio de um processo judicial, o procurador conseguiu a restituição do cargo público no ano seguinte.

Além disso, a defesa apresentou um atestado psiquiátrico, datado em 08 de dezembro de 2020. O laudo aponta que o advogado apresentava “sintomas sugestivos de Transtorno de estresse pós-traumático e episódio agudo de paranoia”. A crise teria sido tratada com medicação e no dia seguinte, o exame demissional de Macedo fora assinado com base no laudo psiquiátrico.

Na última quinta-feira (23), o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o procurador por tentativa de feminicídio. “O ataque contra a incolumidade física da vítima e a gravidade dos ferimentos, estampada nas fotos da ofendida, atingida primordialmente no rosto e cabeça, região vital, não deixam dúvidas que Demétrius buscava a morte da vítima, que apenas não ocorreu por circunstâncias alheias a sua vontade, qual seja, a interferência de terceiras pessoas presentes na repartição pública, ambiente de trabalho de ambos”, diz a denúncia.

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