TRUCULÊNCIA POLICIAL

“Racismo”, diz embaixatriz que é mãe de jovem negro abordado por PMs em Ipanema

A Corregedoria da Polícia Militar abriu um inquérito para apurar o caso e o Itamaraty encontrou as famílias para mais informações

racismo
Abordagem de PMs no RJ é considerada racismo – Crédito: Reprodução

Indignação, revolta, racismo. Estas são as impressões da embaixatriz do Gabão Julie-Pascale Moudouté, sobre o Brasil. Não é para menos: ela é mãe de um dos meninos negros que foram abordados de forma agressiva por policiais militares em Ipanema, na Zona Sul do Rio, sem motivo aparente. Um vídeo amplamente divulgado nas redes sociais mostra o momento em que os jovens foram colocados contra a parede e revistados.

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Os três meninos negros, que são filhos de diplomatas, estavam com dois meninos brancos, que são brasileiros. A família de um deles aponta racismo na ação da polícia. O jornalista Guga Noblat fez um relato nas redes sociais sobre o caso, já que um dos garotos era seu sobrinho.

Investigações em andamento

A Corregedoria da Polícia Militar abriu um inquérito para apurar o caso e o Itamaraty encontrou as famílias para mais informações. A abordagem também será investigada pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) para apurar crime de injúria racial. “Vamos apurar se houve racismo ou injuria racial”, afirmou a delegada Rita Salim.

Ao site g1, o secretário da PM, o coronel Marcelo de Menezes Nogueira, afirmou que a corregedoria fará o acompanhamento ‘de maneira serena’.

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“Determinei que as câmeras corporais que os policiais estavam portando fossem descarregadas para um procedimento apuratório para, de maneira serena possamos esclarecer o que aconteceu. Estamos colaborando com as investigações, no sentido de apresentar os policiais [para depor] e entender o que aconteceu”, disse Menezes.

“Racismo”, diz embaixatriz

Com indignação, a embaixatriz do Gabão afirma que o papel da polícia é proteger e questiona a abordagem agressiva. “Como que você vai apontar armas para a cabeça de meninos de 13 anos, como que é isso? Mesmo nós adultos, [se] você me aborda, você me pergunta primeiro. E depois você me diz porque você está me abordando”.

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