A cidade de São Paulo (SP) amanheceu nesta quarta-feira (11) com a pior qualidade do ar desde o início da semana, de acordo com dados da Companhia Ambiental do Estado (Cetesb).
O monitoramento informou que dez estações diferentes na capital estavam com qualidade “muito ruim”, e quatro “ruim”. Em comparação com segunda-feira, no mesmo horário, seis estações tiveram o índice “muito ruim”, seis “ruim” e uma com “moderado”. No dia, a estação do Capão Redondo não fez sua medição.
Os fatores que explicam o cenário insalubre são os poluentes MP2,5 e MP10, que são inaláveis. As partículas são emitidas por diversas fontes, como a queima de biomassa. As queimadas do interior do estado e na região Centro-Oeste do país explicam a maior densidade dos poluentes.
A Cetesb aponta que a melhora da qualidade do ar depende do controle dos focos incêndios e de outras condições meteorológicas. A onda de calor e o tempo seco desfavorecem a dispersão dos poluentes, que, por enquanto, permanecem suspensos no ar.
Cuidados de saúde em SP
Técnicos da Cetesb se reuniram com representantes das secretarias da Saúde e do Meio ambiente e da Defesa Civil nesta terça-feira (10). Após discutirem medidas de controle da situação, o governo de SP proibiu temporariamente a queima para a despalha de cana, queima fitossanitária ou para manejo.
Para conter os sintomas físicos das queimadas, as autoridades recomendam o aumento do consumo de água e a hidratação das narinas com soro fisiológico. Além disso, a população deve evitar realizar atividades físicas ao ar livre. Umidificar o ambiente com toalhas molhadas ou umidificadores pode aliviar a sensação de secura, bem como manter as portas e janelas fechadas.
Por fim, foi indicado o uso de máscaras N95, PFF2 ou P100 nas ruas de regiões com queimadas, de forma a reduzir a inalação de partículas poluentes.