Ataques virtuais

Tiago Leifert comenta ataques que recebeu após dizer que não vota em Lula ou Bolsonaro

Em seu vídeo, ele criticou os chamados “defensores da democracia”, que, segundo o apresentador, são os primeiros a xingá-lo por discordar da opinião deles.

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Tiago Leifert (Créditos: Reprodução/ Redes Sociais)

O apresentador Tiago Leifert respondeu às críticas que recebeu ao falar que não vota em Lula ou Bolsonaro, candidatos que lideram as pesquisas para a eleição presidencial deste ano.

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“Minha vida virtual não está muito legal, tem sido bem chata desde a sexta-feira passada quando saiu uma entrevista minha em um podcast”, começou Leifert, em referência à sua participação no podcast Cara a Tapa, do jornalista Rica Perrone.

“Eu cometi um erro grave que foi falar como eu penso politicamente. Eu falei o que eu vou falar em caso de segundo turno entre os dois candidatos que estão em primeiro nas pesquisas. Eu falei que não voto em nenhum dos dois. Só isso que eu falei”, declarou Leifert. Durante o vídeo, publicado em suas redes sociais, o apresentador utilizou uma camiseta com a frase “No more Lies”, que em tradução livre significa “Chega de Mentiras”.

O apresentador declarou que na última semana concedeu três entrevistas longas, que “dão ideia” de quem ele é e que as “manchetes e cortes” do que foi publicado na imprensa não “dão ideia do que aconteceu”.

“Por que eu não posso falar o que eu penso? Por que ao dizer o que eu penso, sou chamado de covarde, imbecil, idiota?”, questiona o apresentador, antes de continuar: “Uma coisa que me incomoda muito é o tom professoral de algumas pessoas aqui na internet, que por terem um número alto de seguidores, por escreverem para um portal grande ou jornal importante, se acham enviadas do céu, acham que desceram, vieram lá de cima para iluminar seres inferiores, como eu e vocês. Essas pessoas vêm para instruir e ensinar para nós como a gente deve pensar, fazer. Todas as críticas vieram neste tom professoral”, disse Leifert.

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Em seu vídeo, ele ainda criticou os chamados “defensores da democracia”, que, segundo o apresentador, são os primeiros a xingá-lo por discordar da opinião deles. “Na minha cabeça isso é a coisa mais antidemocrática do mundo. A pessoa se julga defensora da democracia, mas é incapaz de conviver com uma pessoa que pensa diferente dela? Acha que a pessoa está defendendo a democracia ao forçar uma pessoa ao votar como ela? Ela acha que está defendendo a democracia ao xingar de imbecil, idiota e medíocre a pessoa que simplesmente não vota no candidato dela? Achei tão estranho. Me pareceu polícia dos costumes. Uma polícia virtual dos costumes que fica com o cassetete na mão esperando alguém discordar”.

Antes de finalizar, Leifert também ponderou que a maioria das pessoas está calada por medo de críticas. “A gente precisa dar às pessoas o direito de elas se manifestarem, falarem o que estão pensando, para que a gente possa mudar a opinião delas ou não. Mas debater com calma porque faltam quatro meses [para as eleições] e a gente precisa conversar todo mundo”.

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