Chang'e-6

China se torna o primeiro país do mundo a ter amostras do lado oculto da Lua

Em um evento histórico, a sonda chinesa Chang’e-6 pousou na Terra nesta terça-feira (25), marcando um grande avanço na exploração espacial

Esta missão, que trouxe amostras do lado oculto da Lua, salienta o crescimento impressionante do programa espacial da China
Esta missão, que trouxe amostras do lado oculto da Lua, salienta o crescimento impressionante do programa espacial da China – Crédito: Canva Fotos

Em um evento histórico, a sonda chinesa Chang’e-6 pousou na Terra nesta terça-feira (25), marcando um grande avanço na exploração espacial. Esta missão, que trouxe amostras do lado oculto da Lua, salienta o crescimento impressionante do programa espacial da China. O pouso aconteceu na região norte do país, às 14h06 (horário local), culminando uma missão de 53 dias.

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Este feito sem precedentes de coleta no lado oculto lunar, uma área até então não explorada em missões anteriores que coletaram amostras, levanta novas expectativas sobre os segredos que o satélite natural da Terra ainda guarda. A parte oculta da Lua, sempre um mistério para cientistas, possuí características geológicas distintas e proporciona novas possibilidades para pesquisa.

Por que o lado oculto da Lua é tão importante para os cientistas?

O lado oculto da Lua apresenta um terreno acidentado e muitas crateras que os antigos fluxos de lava não cobrem, enquanto o lado visível possui extensas planícies basálticas. Essa diferença geológica pode oferecer pistas cruciais sobre a formação lunar e, por extensão, sobre a história do nosso próprio planeta.

Equipada com um braço robótico de alta tecnologia e um perfurador, a Chang’e-6 não somente pousou como também coletou amostras preciosas. Estas amostras poderão agora ser analisadas para fornecer insights mais profundos sobre a composição química e mineralógica da superfície lunar. Dessa forma, a coleta de dados foi realizada habilmente dois dias após a sonda ter pousado, o que mostra a eficiência e rapidez da missão.

O futuro das missões espaciais da China

Ambições não faltam no programa espacial chinês. Sob a liderança do presidente Xi Jinping, a China planeja enviar uma missão tripulada à Lua até 2030 e tem planos para a construção de uma base superficial no satélite. Este projeto não só acentua a visão a longo prazo da China para sua presença no espaço, mas também estimula a corrida espacial contemporânea, na qual os Estados Unidos também se preparam para mandar astronautas à Lua em 2026.

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O sucesso da Chang’e-6 é uma prova robusta do crescimento técnico e científico do país. As amostras coletadas e seus estudos subsequentes têm o potencial de desvendar mistérios de longa data, abrindo novos capítulos na compreensão humana do universo.

Em resumo, a missão bem-sucedida da Chang’e-6 não apenas reforça a posição da China no cenário espacial global. Ainda assim, também inaugura uma nova era de descobertas e exploração lunar que poderia, um dia, beneficiar toda a humanidade.

 *Sob supervisão de Lilian Coelho

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