inflação galopante

Campos Neto sugere subsídio para aliviar alta de alimentos e combustíveis

O presidente do BC ainda disse que o Brasil está se beneficiando com a alta mundial de preços, já que arrecadação do país atingiu recordes com a venda de produtos como grãos e petróleo.

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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto (Crédito: Billy Boss/Câmara dos Deputados)

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse nesta quarta-feira (1) que a adoção de subsídios para itens como alimentos e energia poder ser uma “boa solução” para amenizar o “custo social” da inflação sobre a população brasileira. A declaração foi dada durante uma videoconferência organizada por diversas instituições financeiras mundiais.

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Campos Neto afirmou que, por um lado, o país está se beneficiando com a alta mundial de preços, já que arrecadação do país atingiu recordes com a venda de produtos como grãos e petróleo. O presidente do BC entende que essa alta da arrecadação pode ser usada para ajudar a parcela mais pobre da população.

“Temos um grande custo social. Preços de alimentos estão subindo, preço de energia está subindo, e temos a parcela mais pobre da população com necessidade de alguma assistência”, disse Campos Neto.

“Transferir uma parte do choque positivo [alta de arrecadação] para resolver as questões sociais, via subsídios. Essa é uma solução boa, mas o problema é: uma vez que você cria os subsídios, há o risco de se tornar um gasto permanente”, completou o presidente do BC.

Campos Neto argumentou que, neste momento de inflação galopante, a solução “liberal” de esperar os preços se adequarem de acordo com a oferta e a demanda não seria eficiente. “Você pode ser liberal, e dizer que os preços vão ditar o equilíbrio. Em algum momento do tempo, o preço vai subir, o consumo vai cair, e ao final as pessoas se adaptarão. Isso não é viável socialmente, e não é politicamente viável também”, afirmou.

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