Alta de casos de Covid-19 faz Itália adotar novas restrições para não vacinados

O governo já havia tornado a vacinação obrigatória; pessoas que não tomaram não poderão entrar em restaurantes nem viajar de avião dentro do país

Alta de casos de Covid-19 faz Itália adotar novas restrições para não vacinados
Essas novas restrições para as pessoas não vacinadas foram adotadas devido ao aumento dos casos (inclusive entre as crianças) (Créditos: Francesca Volpi/Getty Images)

Novas restrições foram introduzidas pelo o governo da Itália para pessoas que não se vacinaram contra a Covid-19, a partir desta segunda-feira (10) elas não poderiam entrar em restaurantes e nem viajar de avião dentro do país.

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O governo havia tornado a vacinação obrigatória, na semana passada, para pessoas maiores de 50 anos e as máscaras do tipo PFF2 são obrigatórias em teatros, cinemas e no transporte público. 

Essas novas restrições para as pessoas não vacinadas foram adotadas devido ao aumento dos casos (inclusive entre as crianças). Porém, pessoas que estavam com a infecção e se recuperaram recentemente estão isentas das novas medidas.

A reabertura das escolas nesta segunda foi mantida pelo governo, apesar do pedido dos diretores das escolas e do sindicato de médicos para que essa volta fosse adiada por mais 15 dias.

Massimo Galli, virologista do Hospital Sacco de Milão, classificou a reabertura das escolas como uma decisão  “imprudente e injustificada”. Walter Ricciardi, especialista em saúde pública, classificou a situação como “explosiva”.

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Covid-19 na Itália

Foi o primeiro país da Europa a ser afetado pela Covid-19, no começo de 2020, a Itália já havia registrado 7,55 milhões de casos e 139 mil mortes.

Nesta segunda-feira (10), foram registrados 101.762 novos casos, contra 155.659 no domingo (9), de acordo com o Ministério da Saúde. As mortes tiveram um aumento de 157 para 227.

No momento o país está com 16.340 pessoas hospitalizadas com o coronavírus, contra 15.647 no dia anterior. Na UTI houve um aumento de 1.595 para 1.606.

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A população com mais de 12 anos está com 86% completamente vacinadas e quase 75% das pessoas elegíveis já receberam a dose de reforço.

Cerca de 15% das crianças de 5 a 11 anos já receberam a primeira dose (a vacinação dos menores desta idade teve seu início no dia 15 de dezembro de 2021).