Inflação na Argentina

Argentinos fazem manifestação contra agravamento da crise social

O Instituto de Estatísticas e Censos do país irá divulgar a inflação para o mês de junho no fim da tarde de hoje (14). Os manifestantes querem o fim de ajustes econômicos. 

Argentinos manifestam-se contra o agravamento da crise social e pedem aumento no auxílio
Manifestações na Argentina (Crédito: Divulgação/ Redes Sociais)

Argentinos desempregados e trabalhadores informais fizeram manifestação contra o agravamento da crise social e exigem o aumento de auxílios governamentais, já que não conseguem acompanhar o aumento constante dos preços. Portanto, a Argentina vive mais um dia de protesto nesta quinta-feira (14) no Obelisco, em Buenos Aires. 

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O índice de inflação do mês de maio foi de 5,1%, somando 29,3% desde janeiro, em um ano chegou a 60,7%. O Instituto de Estatísticas e Censos do país irá divulgar a inflação para o mês de junho no fim da tarde de hoje (14). Os manifestantes imploram pelo fim de ajustes econômicos

Em entrevista para a CNN, Alejandro Ignaszewsky, da Organizações Livres do Povo disse que “o governo tem que decidir se quer atender os interesses das classes dominantes ou dos 20 milhões de pobres da Argentina que caíram do sistema e continuam caindo todos os dias”.

A nova ministra da Economia da Argentina, Silvina Batakis, afirmou que irá cumprir as metas fiscais acordadas com com o Fundo Monetário Internacional, e com isso a Argentina tem uma dívida de cerca de US $44 bilhões.“Ela falou para os mercados, para os formadores de preços, sem dar nenhuma sinalização para os setores populares”, disse o dirigente social.

 A insatisfação dos argentinos com a crise social está cada vez mais evidente nas ruas argentinas. Até no dia em que o país comemorou a independência, no último sábado (9), às ruas foram tomadas por protestos. 

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