incêndios e hipertermia

Espanha registra mais de 500 mortes por calor extremo

Esta foi a segunda onda de calor enfrentada pela Europa em apenas um mês.

espanha-registra-500-mortes-por-calor-extremoMulheres usam ventiladores enquanto tentam se refrescar na Plaza Mayor, enquanto as temperaturas continuam subindo em 14 de julho de 2022 em Madri, Espanha.
Mulheres usam leques para se refrescar na Plaza Mayor, enquanto as temperaturas continuam subindo em 14 de julho de 2022 em Madri, Espanha (Créditos: Pablo Blazquez Dominguez/Getty Images)

A Espanha contabilizou nesta quarta-feira (20) mais de 500 mortes por contas do calor extremo que atinge o país. O fenômeno, que durou de 9 a 18 de julho, foi “a que apresentou maior anomalia” de temperatura registrada na Espanha desde o início da série histórica em 1975, segundo Beatriz Hervella, porta-voz da AEMET.

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O presidente da Espanha, Pedro Sánchez, se pronunciou sobre o ocorrido e alertou a população que “a mudança climática mata”. “Durante esta onda de calor, segundo os registros, mais de 500 pessoas morreram como consequência das altas temperaturas”, informou Sánchez.

O número de mortes que Sánchez citou é uma referência às estimativas feitas pelo instituto público Carlos III, que faz um cálculo estatístico do aumento da mortalidade por causas precisas, como o aumento da temperatura, comparando esses números com séries estatísticas históricas.

Portugal e França também sofrem com a onda de calor

Em Portugal, já houve mais de mil mortes por conta da onda de calor, segundo o governo local.

Na França, os incêndios queimam desde 12 de julho mais de 20.000 hectares de vegetação no departamento de Gironda, no sudoeste do país.

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Nesta quarta-feira (20), o fogo parecia progredir com menos intensidade. Com apenas 300 hectares danificados nas últimas horas, “o balanço é mais positivo”, apesar das chamas não terem sido extintas, explicou o porta-voz dos bombeiros, Arnaud Mendousse.

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