EUA não apoiam transferência de caças para a Ucrânia

Declaração foi feita pelo porta-voz do Pentágono

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Diversos países do ocidente estão enviando armamento para a Ucrânia. (Crédito: Canva Fotos)

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse nesta quarta-feira (9) que os EUA não apoiam a transferência de caças para a Ucrânia.

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O secretário de Defesa Lloyd Austin disse ao ministro da Defesa polonês que os EUA não apoiam a transferência de caças MiG-29 para a força aérea ucraniana “neste momento”, seja pela Polônia transferindo-os para a Ucrânia com os EUA preenchendo a frota da Polônia ou pela Polônia transferindo os MiG-29 para os EUA para depois entregá-los à Polônia.

A conversa se deu por telefone nesta manhã depois que o Pentágono divulgou uma declaração pública na noite passada dizendo que não acreditava que a proposta polonesa de transferir os MiG-29 para uma base militar dos EUA na Alemanha fosse uma opção “sustentável”.

Estamos agora em contato com o governo polonês após o comunicado divulgado hoje. Como dissemos, a decisão de transferir aviões de propriedade polonesa para a Ucrânia é, em última análise, do governo polonês”, escreveu Kirby em seu Twitter.

Entenda a invasão da Rússia na Ucrânia

O presidente Vladimir Putin ordenou uma invasão na Ucrânia, na quinta-feira (24). Desde então, o exército russo faz ofensivas por terra, ar e mar contra pontos estratégicos ucranianos, incluindo a capital Kiev e Kharkiv, segunda maior cidade do país.

Militares russos também conquistam terreno no sul da Ucrânia. Pelo menos uma cidade portuária, Kherson, já foi tomada por eles.

Um dos fatores que desencadeou o conflito foi a possibilidade da Ucrânia entrar na OTAN, aliança militar do Ocidente. Uma das demandas da Rússia nas negociações sobre a guerra é que a Ucrânia se comprometa a nunca entrar na OTAN e na União Europeia. Moscou também exige que Kiev reconheça a independência das regiões separatistas de Donetsk e Luhansk, no leste ucraniano, e que a Crimeia faz parte da Rússia.

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Putin argumenta que está realizando uma “operação especial” para proteger os russos que vivem em território ucraniano. Ao mesmo tempo, Putin também diz que a Ucrânia está sob controle estrangeiro e que não merece ser um país independente.