DISPUTA NO PARLAMENTO

Franceses vão às urnas no 2º turno das eleições legislativas

O país irá decidir se a extrema direita chegará ao poder; para isso, o Reunião Nacional (RN), de Marine Le Pen, precisa conquistar a maioria absoluta de 289 assentos

Franceses vão às urnas no 2º turno das eleições legislativas
Eleições legislativas na França – Crédito: Getty Images

Neste domingo (7), ocorre na França o 2º turno das eleições legislativas. O país irá decidir se a extrema direita chegará ao poder. Para isso, o Reunião Nacional (RN), de Marine Le Pen, precisa conquistar a maioria absoluta de 289 assentos no Parlamento, necessária para formar governo e indicar o novo primeiro-ministro.

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No primeiro turno, realizado no último domingo (30), o Reunião Nacional obteve 33% dos votos. A Nova Frente Popular, um bloco de partidos de esquerda, ficou em segundo lugar com 28%, enquanto o bloco centrista do presidente Emmanuel Macron obteve 20%.

É possível uma aliança entre o centro e a esquerda?

Apesar de o RN liderar nas pesquisas desta semana, há a possibilidade de uma aliança entre o centro de Macron e a esquerda, inspirada pela recente vitória da centro-esquerda no Reino Unido. Segundo o presidente francês, isso serviria como forma de contenção da vitória do RN.

Líderes da esquerda sinalizaram disposição para essa união, chamada de “grande cordão sanitário” contra a extrema direita, e mais de 200 candidatos centristas e de esquerda desistiram para aumentar as chances de seus rivais moderados.

Pesquisas indicam que a união da esquerda e do centro poderia garantir os 289 assentos necessários para formar governo e indicar um primeiro-ministro, evitando que Macron tenha de governar com um premiê opositor.

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Entenda as eleições legislativas na França

No sistema semipresidencialista da França, o primeiro-ministro é indicado pelo partido ou coalizão majoritária no Parlamento e governa em conjunto com o presidente. No caso, o presidente é eleito em eleições presidenciais diretas e separadas das legislativas e, na prática, é quem ganha mais protagonismo à frente do governo.

Caso o presidente e o primeiro-ministro forem de lados opostos, ocorre um governo de coabitação. Nesse caso, o presidente mantém o papel de chefe de Estado e de política externa, incluindo a negociação de tratados internacionais, mas perde o controle sobre a política doméstica e a nomeação de ministros, que passam a ser responsabilidades do primeiro-ministro.

Se a extrema direita vencer, Macron teria de nomear Jordan Bardella, líder do RN, como primeiro-ministro, ou enfrentar uma Moção de Censura, um recurso do Legislativo no qual deputados votam se querem mantê-lo ou não no cargo.

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