Departamento de Justiça

Governo dos EUA acusa 4 policiais por homicídio de mulher negra

Breonna Taylor, que foi morta dentro de seu próprio apartamento, se tornou símbolo do movimento Black Lives Matter.

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Uma foto de Breonna Taylor é vista entre outras fotos de mulheres que perderam a vida como resultado da violência durante a 2ª Marcha Anual de Defesa das Mulheres Negras no Black Lives Matter Plaza em 30 de julho de 2022 em Washington, DC (Créditos: Leigh Vogel/Getty Images para Frontline Action Hub)

O Departamento de Justiça dos EUA apresentou, nesta quinta-feira (4), acusações contra quatro policiais pela morte  da afro-americana Breonna Taylor em seu apartamento em Louisville. Taylor, que morreu em 2020, se tornou um símbolo do movimento Black Lives Matter.

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O procurador-geral Merrick Garland, que é titular do Departamento de Justiça, disse que os agentes estão sendo acusados de crimes contra os direitos civis, abuso da força e obstrução da Justiça. O âmbito estadual já havia acusado apenas um dos agentes, e nem mesmo esse acusado respondia pela morte da jovem, mas por ter “colocado em perigo” o seu vizinho, por disparar através de uma parede.

O procurador também acusou três de seus ex-colegas de mentirem sobre a ordem de busca e apreensão que desencadeou a tragédia. “Os acusados sabiam que o depoimento sob juramento em apoio a esse mandado continha informação falsa e enganosa, e que foi omitida outra [informação] importante”, disse Garland.

Eles “sabiam que poderia gerar uma situação perigosa e afirmamos que essas ações ilegais provocaram a morte de Taylor”, afirmou.

Os três agentes, que não participaram da batida, “tomaram medidas para encobrir sua conduta ilegal” e mentiram ao FBI, segundo o procurador-geral.

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A morte de Breonna Taylor não chamou muito a atenção em um primeiro momento, mas seu caso ganhou repercussão durante as enormes manifestações contra o racismo que sacudiram os EUA após a morte de George Floyd, um homem negro de 40 anos asfixiado por um policial branco em Minneapolis em maio de 2020.

Os protestos estouraram em Louisville, a maior cidade de Kentucky, em setembro de 2020, quando os procuradores não apresentaram acusações contra os outros policiais envolvidos na tragédia e só mantiveram uma acusação contra Hankison.

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