Crise na América Latina

Greve no Peru deixa 80% do país paralisado, diz presidente da Associação Nacional de Motoristas

O governo declarou estado de emergência por 30 dias na rede rodoviária nacional e mobilizou cerca de 177 mil policiais para acompanharem as manifestações.

Greve no Peru deixa 80% do país paralisado
A greve, que não tem data para acabar, coloca ainda mais pressão no presidente peruano Pedro Castillo (Crédito: Beto Baron/Getty Images)

Desde o dia 27 de junho o Peru enfrenta uma greve de caminhoneiros que não tem data para terminar. Estes trabalhadores reivindicam que o presidente Pedro Castillo tome alguma atitude para abaixar os preços dos combustíveis.

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Somados aos caminhoneiros estão também agricultores que exigem a entrega de fertilizantes como foi prometido pelo governo de Castillo, que declarou estado de emergência por 30 dias na rede rodoviária nacional e mobilizou cerca de 177 mil policiais para acompanharem as manifestações.

Mesmo diante de um grande aparato policial os manifestantes seguem bloqueando grandes rodovias peruanas. Em Arequipa, por exemplo, os bloqueios são realizados por mais de seis mil caminhoneiros em greve. Através dos sindicatos, os grevistas dizem que negociavam com Pedro Castillo meses antes da greve começar, mas não tiveram respostas que pudessem impedir as paralisações. Segundo o presidente da Associação Nacional de Motoristas do Peru, 80% do país está paralisado.

O governo de Castillo é marcado por sua instabilidade. Em apenas oito meses de mandato, o líder peruano já sofreu duas tentativas de impeachment. Pedro Castillo também foi convidado a deixar o partido pelo qual foi eleito, o Peru Livre, que o acusa de quebrar a unidade parlamentar do partido e adotar políticas que não estão de acordo com o que foi prometido durante a campanha e muito menos alinhadas com o programa de ideias do partido.

 

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