MUNDO EM PERIGO

Guterres abre a Assembleia Geral da ONU

Apesar do tom alarmista, Guterres afirmou que as coalizões dos países podem operar milagres.

Possível crise mundial de alimentos foi abordada no discurso. Secretário defendeu o fim da aplicação de sanções sobre fertilizantes. (Créditos: Michael M. Santiago/Getty Images)

António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), abriu a Assembleia Geral da organização nesta terça-feira (20). O evento está acontecendo em Nova Iorque, sede da ONU e reúne líderes do mundo todo.

Publicidade

Durante o discurso, secretário-geral abordou temas delicados como o conflito na Ucrânia, o combate à fome no mundo, a crise climática e o impacto da mídias sociais nas sociedades e governos.

Guterres fez críticas aos impasses políticos e diplomáticos que o mundo enfrenta, dizendo que o Conselho de Segurança da ONU está paralisado. “O nosso mundo está em perigo e paralisado. O Conselho de Segurança não consegue levar questões à frente, as instituições democrática estão sob ameaça e mesmo a cooperação internacional. Nós não podemos seguir assim”, disse.

A fala foi seguiu com um pedido por mais coalizões para solucionar esses impasses. As negociações sobre a liberação dos grãos ucranianos presos no mar Negro foram usadas como um exemplo de “ação do multilateralismo.” Guterres chamou o resultado de um quase milagre e de “símbolo do que o mundo pode realizar quando agimos juntos”.

Ainda sobre a crise mundial de alimentos, Guterres afirmou que fertilizantes e grãos “não estão sujeitos a sanções”. Ele também abordou o aumento mundial do custo de vida e aumento da desigualdade.

Publicidade

já sobre a crise climática, Guterres defendeu que ela “deve ser a primeira prioridade de todos os governos e organizações multilaterais”. Ele citou a onda de calor na Europa e as secas na China e nos EUA para indicar a urgência do programa.

Nesse ponto, o português cobrou ações dos países do G20, os quais são responsáveis por 80% dos gases poluentes do mundo.

Por fim, o secretário tratou da disseminação dos discursos de ódio nas redes sociais. “As plataformas de mídias sociais baseadas em lucros estão causando um dano imenso às comunidades e à sociedade. O discurso de ódio e a desinformação”, afirmou.

Publicidade