américa latina

População chilena rejeita proposta de nova Constituição

61,86% dos eleitores foram contrários ao texto apresentado pela Convenção Constitucional chilena. Já os favoráveis eram 38,14%. 

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Um homem vota durante o referendo para aprovar ou rejeitar a nova constituição em 4 de setembro de 2022 em Santiago, Chile (Créditos: Marcelo Hernandez/Getty Images)

Após um plebiscito obrigatório, os chilenos rejeitaram neste domingo (4) a proposta de uma nova Constituição. Com 99,99% das mesas contabilizadas, 61,86% dos eleitores foram contrários ao texto apresentado pela Convenção Constitucional chilena. Já os favoráveis eram 38,14%.

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Segundo estimativa das autoridades chilenas, cerca de 15 milhões de pessoas estavam aptas a votar. Os eleitores foram chamados para responder à seguinte pergunta: “você aprova o texto da Nova Constituição proposto pela Convenção Constitucional?”. As escolhas possíveis foram: “aprovo” ou “rejeito”.

Para redigir o conteúdo da nova Constituição, o povo chileno elegeu 155 membros para compor a chamada “Convenção Constitucional”. Entre eles estão 78 homens e 77 mulheres, com idade média de 45 anos.

O texto rejeitado foi escrito para substituir a atual Constituição Política do Chile, promulgada em 1980 –durante a ditadura do general Augusto Pinochet, que se estendeu entre 1973 e 1990.

O projeto da nova Constituição se baseava em dez pilares que reúnem “elementos fundamentais e normas mais relevantes”, segundo a convenção. São eles: democracia; inclusão; tradição institucional; garantias de direitos; liberdade; igualdade de gênero; proteção da natureza e do meio ambiente; regiões; projeção futura e economia responsável.

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