Putin ameaça nacionalizar empresas estrangeiras

A estratégia é uma reação às sanções impostas por dezenas de corporações americanas e europeias contra a Rússia

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Vladimir Putin. (Crédito: Laurence Griffiths/ Getty Images)

O presidente russo Vladimir Putin ameaçou nesta quinta-feira (10) nacionalizar ativos de empresas internacionais. O projeto foi discutido durante uma reunião de alto nível do governo russo, que teve a participação de Putin.

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A medida, que ainda não foi aprovada oficialmente, deve atingir multinacionais com participação estrangeira maior que 25%, segundo a Bloomberg. O objetivo é forçar as empresas a ficarem na Rússia

Putin chamou as sanções ocidentais de “ilegítimas” e disse que a Rússia vai resolver os problemas com calma. “Aqueles que vão fechar instalações de produção precisam agir de forma decisiva e, de nenhuma maneira, permitir qualquer dano aos fornecedores russos locais de materiais e componentes”, afirmou o presidente russo de acordo com a agência Interfax. 

De acordo com Putin é preciso uma ação externa e a transferência dessas empresas para “quem quer trabalhar”

A lista de boicotes no mundo empresarial passa pelos setores de tecnologia, moda, consumo, automotivo, entretenimento e financeiro. As multinacionais enfrentam críticas dos consumidores para tomarem uma posição contra a guerra. Além disso, por causa das sanções impostas por governos de vários países, há também a dificuldade de operação no geral, incluindo transporte de produtos

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Entenda a invasão da Rússia à Ucrânia

O presidente Vladimir Putin ordenou uma invasão na Ucrânia no dia 24 de fevereiro. Desde então, o exército russo faz ofensivas por terra, ar e mar contra pontos estratégicos ucranianos, incluindo a capital Kiev e Kharkiv, segunda maior cidade do país. 

Militares russos também conquistam terreno no sul da Ucrânia e cercam importantes cidades portuárias como Kherson e Mariupol.

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Um dos fatores que desencadeou o conflito foi a possibilidade da Ucrânia entrar na OTAN, aliança militar do Ocidente. Uma das demandas da Rússia nas negociações sobre a guerra é que a Ucrânia se comprometa a nunca entrar na OTAN e na União Europeia. Moscou também exige que Kiev reconheça a independência das regiões separatistas de Donetsk e Luhansk, no leste ucraniano.

Putin argumenta que está realizando uma “operação especial” para proteger os russos que vivem em território ucraniano. Ao mesmo tempo, Putin também diz que a Ucrânia está sob controle estrangeiro e que não merece ser um país independente.

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