Tentativa de retirada em Mariupol fracassa após bombardeio

A Ucrânia diz que 1.582 civis já morreram lá desde o começo da invasão

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Mariupol é uma das cidades mais atingidas pelo conflito. (Crédito: Pierre Crom/Getty Images)

A vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, disse nesta sexta-feira (11) que as tentativas de retirada de civis em Mariupol falharam mais uma vez. De acordo com a política, bombardeiros russos impediram a saída dos moradores, segundo a Reuters.

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A cidade portuária está sitiada por tropas russas há vários dias. O Ministério da Defesa da Rússia confirmou que Mariupol disse à agência russa Tass que a Mariupol está completamente bloqueada e cercada pelas forças russas.

A Ucrânia diz que 1.582 civis já morreram lá desde o começo da invasão. O vice-prefeito de Mariupol, Serhiy Orlov, disse recentemente que mais de 1,2 mil corpos foram retirados das ruas da cidade e começaram a ser enterrados em valas comuns, de acordo com a agência Ansa.

Em outras cidades, como Vorzel, na região de Kiev, a retirada deu certo e cerca de mil pessoas conseguiram sair nesta sexta-feira (11). 

Entenda a guerra na Ucrânia

O presidente Vladimir Putin ordenou uma invasão na Ucrânia no dia 24 de fevereiro. Desde então, o exército russo faz ofensivas por terra, ar e mar contra pontos estratégicos ucranianos, incluindo a capital Kiev e Kharkiv, segunda maior cidade do país. 

Militares russos também conquistam terreno no sul da Ucrânia e cercam importantes cidades portuárias como Kherson e Mariupol.

Um dos fatores que desencadeou o conflito foi a possibilidade da Ucrânia entrar na OTAN, aliança militar do Ocidente. Uma das demandas da Rússia nas negociações sobre a guerra é que a Ucrânia se comprometa a nunca entrar na OTAN e na União Europeia. Moscou também exige que Kiev reconheça a independência das regiões separatistas de Donetsk e Luhansk, no leste ucraniano.

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Putin argumenta que está realizando uma “operação especial” para proteger os russos que vivem em território ucraniano. Ao mesmo tempo, Putin também diz que a Ucrânia está sob controle estrangeiro e que não merece ser um país independente.