‘The New York Times’ retira sua equipe de repórteres da Rússia

O jornal repete a decisão tomada pela CNN, BBC e El País

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A sede do New York Times é vista em 19 de fevereiro de 2009 na cidade de Nova York. (Crédito: Mario Tama/Getty Images)

O jornal “The New York Times” anunciou nesta terça-feira(8) a saída temporária de seus correspondentes da Rússia por segurança, após a entrada em vigor de uma lei que condena até 15 anos de prisão por qualquer informação “enganosa” sobre a invasão da Ucrânia.

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No entanto, em um breve comunicado enviado à AFP, o jornal afirma que manterá sua ”poderosa cobertura ao vivo e pretende continuar relatando rigorosamente a ofensiva da Rússia na Ucrânia e as tentativas de sufocar o jornalismo independente”.

O chefe do ”The New York Times” na Rússia, Anton Troianovski, afirmou em seu twitter que ”a nova lei da Rússia que efetivamente criminaliza reportagens independentes sobre a guerra na Ucrânia levou o Times a tomar a decisão extremamente difícil de retirar temporariamente funcionários do país. Esperamos voltar o mais breve possível.”

Entenda a invasão da Rússia à Ucrânia

A Ucrânia foi invadida pela Rússia na quarta-feira (23). O exército russo avança pelas regiões da fronteira em direção às principais cidades ucranianas. Kiev e Kharkiv são os principais alvos das tropas russas. 

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O exército russo também ganha terreno no litoral e já conquistou pelo menos uma cidade portuária. 

Um dos fatores que desencadeou o conflito foi a possibilidade da Ucrânia entrar na OTAN, aliança militar do Ocidente. O presidente russo Vladimir Putin não admite a possibilidade e exige que a Ucrânia se comprometa a nunca entrar na organização. 

O líder russo também argumenta que está realizando uma “operação especial” para proteger os russos que vivem em território ucraniano. Ao mesmo tempo, Putin diz que a Ucrânia está sob controle estrangeiro e que não merece ser um país independente.

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