Condenação na Ucrânia

Tribunal ucraniano condena dois soldados russos à prisão por crimes de guerra

Alexander Bobikin e Alexander Ivanov, que ouviram o veredicto em uma caixa de vidro reforçada, no tribunal distrital de Kotelevska, no centro da Ucrânia, se declaram culpados na semana passada.

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Destruição em Kiev, capital da Ucrânia (Créditos: Pierre Crom/Getty Images)

Um tribunal ucraniano condenou dois soldados russos a 11 anos e meio de prisão nesta terça-feira (31) por crimes de guerra, ao bombardearem uma cidade no leste da Ucrânia, de acordo com o veredicto de crimes de guerra desde o início da invasão russa.

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Alexander Bobikin e Alexander Ivanov, que ouviram o veredicto em uma caixa de vidro reforçada, no tribunal distrital de Kotelevska, no centro da Ucrânia, se declaram culpados na semana passada, de acordo com a CNN. “A culpa de Bobikin e Ivanov foi totalmente provada”, disse Evhen Bolybok, juiz do caso.

Na semana passada, ambos reconheceram fazer parte de uma unidade de artilharia, que disparou contra alvos na região de Kharkiv, no leste da Ucrânia, a partir de Belgord, na Rússia. De acordo com os promotores do caso, o bombardeio destruiu uma instalação educacional de Derhachi, mas não deixou vítimas.

Ambos os soldados, Bobikin descrito como motorista de artilharia e Ivanov como artilheiro militar, foram capturados depois de cruzar a fronteira e continuar o bombardeio. Os promotores pediram ao tribunal para prender os militares russos por 12 anos, enquanto a defesa solicitou clemência, alegando que os dois soldados apenas seguiam ordens e se arrependeram.

Entenda o conflito

No dia 24 e fevereiro, o governo russo invadiu a Ucrânia e bombardeou regiões do país. Após várias ameaças, Vladimir Putin autorizou os ataques por terra, ar e mar. Um dos motivos desta invasão é a aproximação da Ucrânia com o Ocidente.

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin não aceita que a Ucrânia entre para OTAN. Além disso, Putin quer aumentar o seu poder de influência na região. A Rússia e a Ucrânia já passaram por outros conflitos. Por mais que hoje, a Ucrânia seja independente, sua relação com a Rússia não é totalmente resolvida.