investigações

“Dias difíceis virão”, disse Bolsonaro antes de operação da PF

Movimentos “antecipados” do ex-presidente levantam suspeitas de vazamento de detalhes das ações dos policiais

O ex-presidente Jair Bolsonaro teria acessado detalhes da operação da Polícia Federal antes de sua deflagração. No dia 21 de janeiro, quatro dias antes da Operação Vigilância Aproximada, Bolsonaro teria enviado, em um grupo de apoiadores no Telegram,
Bolsonaro durante a “Super Live”, com seus três filhos – Créditos: YouTube/Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro teria acessado detalhes da operação da Polícia Federal antes de sua deflagração. No dia 21 de janeiro, quatro dias antes da Operação Vigilância Aproximada, Bolsonaro teria enviado, em um grupo de apoiadores no Telegram, mensagens avisando que “as próximas semanas” seriam “decisivas”.

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Três dias depois, o ex-presidente levou suas preocupações para o X, expressando suas “dores e incertezas”.

Operação Vigilância Aproximada

Em 25 de janeiro, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra agentes envolvidos em investigações de espionagem ilegal na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Um dos alvos foi o ex-diretor-geral do órgão durante o governo Bolsonaro, Alexandre Ramagem.

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De acordo com o inquérito, instaurou-se uma cúpula paralela para investigar autoridades que representavam alguma ameaça à família de Bolsonaro.

Quatro dias depois, o gabinete e a casa do vereador Carlos Bolsonaro foram alvos de busca da PF. Assim como a casa da família Bolsonaro, em Angra dos Reis. Quando os policiais chegaram na residência, ninguém estava em casa. Jair e os filhos tinham, supostamente, saído para pescar.

Nos documentos apreendidos, concluiu-se que Carlos era um dos receptores dos relatórios ilegais da agência.

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Operação Tempus Veritatis

No último dia 8, agentes da PF foram novamente à casa em Angra dos Reis, desta vez, para apreender o passaporte de Bolsonaro. Entretanto, o documento estava na sede do PL, em Brasília.

As investigações buscam apurar o envolvimento do ex-presidente nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Na sala de Bolsonaro, na mesma sede, encontraram um documento apócrifo, ou seja, sem assinatura, justificando a declaração de um Estado de Sítio.

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