Inclusão Política

Mara Gabrilli defende acessibilidade nos colégios eleitorais e maior representatividade

A senadora participou de uma reunião com parlamentares do Mercosul.

Mara Gabrilli defende acessibilidade nos colégios eleitorais e maior representatividade
Mara Gabrilli em encontro com parlamentares do Mercosul (Crédito: Divulgação)

Na tarde desta quarta-feira (28), a candidata à vice-presidência Mara Gabrilli (PSDB) se reuniu com a missão de observadores internacionais do Parlamento do Mercosul, o Parlasul, em São Paulo. Na ocasião, a também senadora se encontrou com oito parlamentares do Cone Sul.

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O objetivo da delegação era conhecer análises de candidatos e candidatas sobre o processo eleitoral no Brasil. Chefiada pela parlamentar argentina Cecilia Catherine Britto, a missão aproveitou a oportunidade para discutir a participação de mulheres e grupos socialmente excluídos no pleito nacional.

No encontro, Mara apresentou a sua candidatura e destacou a importância da missão de monitoramento como um instrumento essencial de transparência, democracia e fiscalização, fundamental para garantir a eficiência e a legitimidade do processo eleitoral no Brasil.

A senadora também defendeu a inclusão como principal pilar do seu plano de governo, na chapa com a também senadora, Simone Tebet (MDB). “Precisamos de um governo inclusivo que lute contra todas as formas de discriminação contra pessoas com deficiência, como eu, mas também que inclua pessoas negras, indígenas, LGBTQIA+, pessoas com doenças raras, pessoas obesas, idosas e, claro, mulheres”, afirmou Mara Gabrilli.

Na ocasião, os parlamentares do Cone Sul recordaram que, em comparação com o quadro regional, o Brasil possui uma das menores taxas de representatividade de mulheres na política. “Temos uma candidatura inédita e robusta com duas mulheres. Simone e eu temos muito em comum: fomos pioneiras e conquistamos lugares que ainda não haviam sido ocupados no Brasil. A prova viva disso é a Bancada Feminina e o nosso papel na CPI da Covid-19”, respondeu a senadora, acrescentando que os obstáculos para a participação política são ainda maiores quando se consideram as interseccionalidades, como mulheres com deficiência ou mulheres negras, por exemplo.

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Para a candidata, a participação plena e efetiva de pessoas com deficiência na vida política é um grande desafio, o que exige acessibilidade em todos os colégios eleitorais, incluindo a garantia de que instalações, materiais e equipamentos para votação sejam acessíveis e de fácil compreensão e uso:

“Além da dificuldade na hora de votar, a representatividade da pessoa com deficiência na política ainda é muito pequena: essas pessoas ainda têm os obstáculos de se candidatar e fazer campanhas por conta da falta de infraestrutura e acessibilidade nas cidades brasileiras”, ressaltou.

“Esta foi a melhor e mais importante reunião que tivemos até agora”, afirmou um dos delegados. Além do encontro com a Senadora, os observadores se reuniram com outros candidatos à presidência, como a própria cabeça de chapa, Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil) e Felipe D’Avila (Novo). A missão do Parlasul foi um convite pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o intuito de que entidades internacionais possam testemunhar e verificar o cumprimento das normas eleitorais brasileiras.

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