SP envia ofício ao Ministério da Saúde pedindo a adoção do passaporte vacinal

Durante coletiva realizada na tarde de quarta (8), João Doria disse que se adoção do passaporte vacinal não for implementada até o dia 15 desse mês, a gestão estadual irá colocá-la em prática

SP envia ofício ao Ministério da Saúde pedindo a adoção do passaporte vacinal
O Governador do Estado de São Paulo, João Doria, participa de Reunião com Prefeito Municipal de São Paulo, Ricardo Nunes em outubro de 2021. (Crédito: Divulgação/Govsp)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), enviou um ofício nesta quarta-feira (8) ao Ministério da Saúde pedindo a adoção do passaporte vacinal para todos os viajantes que chegam ao Brasil.

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O pedido foi feito após recomendação dos especialistas que compõem o comitê científico da Covid-19 que assessoram a gestão de Doria.

Paulo Menezes, coordenador do comitê disse que “as pessoas que estão vacinadas não estão livres de serem infectadas e de eventualmente transmitirem o vírus, mas elas têm muito menos chance de serem infectadas e de terem uma carga viral que permita com que elas transmitam o vírus pra outras pessoas no lugar de destino de suas viagens. Então, é nesse sentido que nós colocamos a importância dessa medida”.

Durante coletiva realizada na tarde de quarta (8), João Doria disse que se adoção do passaporte vacinal não for implementada até o dia 15 desse mês, a gestão estadual irá colocá-la em prática. “Se até o dia 15 de dezembro o governo federal não adotar o passaporte, São Paulo vai adotar sim, e vai exigir sim nos seus aeroportos internacionais. Isso é um direito que nos cabe, apesar de fisicamente ser propriedade do governo federal e administração da Infraero, mas o território do estado de São Paulo é de responsabilidade do governo do estado de São Paulo e o mesmo se aplica também para os portos. Esse procedimento será adotado pela nossa secretaria de Saúde e pelo nosso Programa Estadual de Imunização”.

Porém, a entrada de estrangeiros no Brasil é responsabilidade da Polícia Federal e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), dois órgãos ligados ao governo federal. Apenas espaços como estacionamento e o check-in do Aeroporto de Guarulhos, por exemplo, podem ter a atuação da Polícia Militar e Civil.