Apagão e racionamento de energia são descartados pela ONS em 2022

“Não temos motivo para nos preocupar com apagão, desabastecimento ou racionamento”, disse Ciocchi, diretor-geral da ONS

Apagão e racionamento de energia são descartados pela ONS em 2022
Ciocchi no encontro, destacou que em outubro, mês que marca o início do período chuvoso, que as chuvas voltaram a acontecer (Créditos: Jeff J Mitchell/Getty Images)

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ciocchi, informou nesta quarta-feira (15), em coletiva na qual fez um balanço da atividade do órgão federal em 20221 e projeções para o próximo ano, que descarta a possibilidade de racionamento de energia elétrica ou apagão em 2022.

Publicidade

“As projeções são boas e estamos dizendo que estaremos muito melhores para atravessar 2022 porque tem mais água nas represas, seja por medidas adotadas, seja porque teremos mais 10 mil megawatts à disposição e mais linhas de transmissão”, disse Luiz Carlos Ciocchi.

Ele ainda acrescentou, “não temos motivo para nos preocupar com apagão, desabastecimento ou racionamento”.

Ciocchi no encontro, destacou que em outubro, mês que marca o início do período chuvoso, que as chuvas voltaram a acontecer.

Até abril, a recomposição gradual dos reservatórios deve ocorrer, a projeção é que eles cheguem ao período de 2022 com mais água do que já havia na mesma fase do atual ano.

Publicidade

Outras razões otimistas, foram destacadas pelo diretor-geral do órgão, como o aumento da capacidade energética.

Por questões hidrológicas, nestes cenários que estamos trabalhando agora, não vemos nenhuma possibilidade de apagão ou risco de racionamento por conta desse fator. Por outros fatores é outra conversa e seria exercício de futurologia. Mas sabemos que o sistema interligado é bastante robusto, então, devemos ter uma resiliência bastante grande para outros fatores”, afirma.

Segundo a ONS, a expansão da oferta de energia e o aumento do nível dos reservatórios não significa que não usarão mais as usinas termelétricas, responsáveis por gerarem energias mais caras.

Publicidade

Pois há uma orientação legal para recomposição dos reservatórios da hidrelétricas nos próximos três anos, o que só é possível pelo regime de chuvas e pela economia de energia oriunda desta fonte. Para isto são acionadas gerações que complementam a matriz, como a térmica.

Depois da volta das chuvas, no início de dezembro, o governo determinou a geração de energia térmica a 15 mil megawatts, para conseguir diminuir o custo médio da geração. O consumo em setembro, se aproximou de 15 megawatts. O que aconteceu com regularidade foi o Brasil importar energia da Argentina e Uruguai, o que não aconteceu nesse mês.

Publicidade