11 de agosto

Começa na USP leitura de carta em defesa da democracia e do sistema eleitoral

O documento teve mais de 900 mil assinaturas, inclusive com a adesão de ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

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Manifestantes no ato pela democracia (Créditos: Bruno Penteado)

A carta em defesa da democracia e do processo eleitoral, feita por iniciativa da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), é lida nesta quinta-feira (11). O documento teve mais de 900 mil assinaturas, inclusive com a adesão de ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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O ato, nomeado  de “Manifestação em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito Sempre”, foi dividido em dois momentos. Às 10h, iniciaram a leitura do manifesto  “Em Defesa da Democracia e da Justiça”, no salão nobre da faculdade, na capital paulista.

A data 11 de agosto é simbólica, pois marca a criação dos cursos de direito e também uma pesseata contra Fernando Collor. Além disso, a carta contra a ditadura militar em 1977 foi lida em data próxima, no mês de agosto.

“Em agosto de 1977, em meio às comemorações do sesquicentenário de fundação dos Cursos Jurídicos no País, o professor Goffredo da Silva Telles Junior, mestre de todos nós, no território livre do Largo de São Francisco, leu a Carta aos Brasileiros, na qual denunciava a ilegitimidade do então governo militar e o estado de exceção em que vivíamos. Conclamava também o restabelecimento do estado de direito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte”, diz um trecho da carta.

Manifestantes em ato pela democracia (Créditos: Bruno Penteado)

“Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional”, aponta outro trecho.

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