Conflito Rússia x Ucrânia

‘Embargo ao gás russo não vai pôr fim à guerra’, afirma chanceler alemão

Olaf Scholz também rebateu as críticas da oposição alemã sobre o envio de armas à Ucrânia.

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Olaf Scholz (Crédito: Henning Schacht – Pool/Getty Images)

O chanceler alemão, Olaf Scholz, reiterou nesta sexta-feira (22) seu posicionamento contrário à interrupção das importações de gás natural russo. O líder ainda disse que a oposição alemã estaria agindo de má fé ao criticar as ações do seu governo sobre o envio de armas a Kiev.

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A coalizão do governo de Scholz  vem sendo questionada sobre supostas hesitações em enviar ajuda militar à Ucrânia. Desde o início do conflito, influentes políticos europeus pedem que a Alemanha aumente suas remessas de armas para as forças ucranianas.

O chanceler alemão rejeitou críticas de que ele teria hesitado demais a enviar armamentos pesados para os ucranianos, como tanques, e disse que seus opositores não tinham conhecimento mais aprofundado sobre a situação. A capacidade de fornecimento bélico das Forças Armadas alemãs chegou quase ao limite, explicou Scholz. “O que ainda estiver disponível, será certamente enviado”, disse.

Scholz lembrou que a decisão de Berlim de enviar armas diretamente para uma zona em conflito foi uma “fundamental mudança de rumo” na política externa do país. Até 26 de fevereiro, Berlim não permitia que armas letais da Alemanha ou de fabricação alemã fossem enviadas à Ucrânia.

O governo alemão também aumentou os gastos com assistência militar para 2 bilhões de euros em 2022. A rede de televisão pública ARD informou que mais de 1 bilhão de euros seriam destinados diretamente à Ucrânia.

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Em seu twitter, Scholz voltou atacou o presidente russo, Vladmir Putin, e classificou a guerra promovida pela Rússia como ”brutal”A raiva por Putin e sua guerra brutal contra o povo da Ucrânia está crescendo a cada dia. Mas também encontramos novas maneiras de apoiar a Ucrânia todos os dias, financeiramente e com armas. E concordamos com nossos parceiros: essa guerra não deve se espalhar”, escreveu o líder alemão.

 

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