conflito político

Homem que apoiava Bolsonaro mata defensor de Lula em discussão sobre política, diz polícia

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Victor Oliveira, os envolvidos na discussão trabalhavam juntos no corte de lenha em uma propriedade.

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Crime em Confresa foi motivado por divergências polícias, segundo Polícia Civil (Créditos: Divulgação/ Polícia Civil)

Um homem de 44 anos, identificado como Benedito Cardoso dos Santos, foi assassinado com golpes de faca e machado, durante uma discussão política. O caso aconteceu nesta quarta-feira (7). A vítima era apoiadora do candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O autor do crime, Rafael Silva de Oliveira, de 22 anos, é apoiador do atual presidente Jair Bolsonaro, segundo a Polícia Civil.

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De acordo com o delegado responsável pelo caso, Victor Oliveira, os envolvidos na discussão trabalhavam juntos no corte de lenha em uma propriedade. Na noite de 7 de setembro, começaram a discutir sobre questões políticas.

O crime aconteceu na zona rural de Confresa, cidade a 1.160 km da capital Cuiabá. “O que levou ao crime foi a opinião política divergente. A vítima estava defendendo o Lula e, o autor defendendo o Bolsonaro”, diz o delegado Victor Oliveira.

Segundo a polícia, Bendito deu um soco no rosto de Rafael e pegou uma faca. Em seguida, o autor do crime partiu para cima da vítima e tomou a faca para si. Ainda de acordo com a Polícia Civil, Bendito teria corrido e Rafael o perseguiu e começou a golpeá-lo pelas costas.

O delegado detalhou que o autor disse que foram ao menos 15 golpes. O autor escondeu as armas do crime e foi andando até um hospital para atendimento médico, devido um corte na mão e outro na testa. Ao chegar no local, ele alegou ser vítima de uma tentativa de roubo.

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O suspeito foi encaminhado para prestar depoimento e confessou o crime. Ele foi preso em flagrante por homicídio qualificado, por motivo fútil e motivo cruel e teve a prisão em flagrante convertida para preventiva.

O juiz Carlos Eduardo Pinho Bezerra Mendes, da 3ª Vara de Porto Alegre do Norte, que decretou a prisão preventiva, disse que “a intolerância não deve e não será admitida, sob pena de regredirmos aos tempos de barbárie”.