“Moro se entregou ao marketing”, critica Rodrigo Constantino

Na opinião de Constantino, “Moro se entregou ao marketing” e que isso representa o suicídio político dele nos tempos de hoje

'Moro se entregou ao marketing', critica Rodrigo
Na opinião de Constantino, “Moro se entregou ao marketing” e que isso representa o suicídio político dele nos tempos de hoje. (Créditos: Lula Marques)

O economista, jornalista e escritor Rodrigo Constantino foi às redes sociais nesta quarta-feira (10) e não poupou ataques e criticas ao ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, que pela manhã assinou sua ficha de filiação ao Podemos. A entrada do ex-chefe da Operação Lava Jato e responsável pela condução à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o primeiro passo concreto de Moro para buscar candidatura à Presidência da República em 2022.

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Na opinião de Constantino, “Moro se entregou ao marketing”, e que isso representa o suicídio político dele nos tempos de hoje, e que o povo quer alguém genuíno. “Moro tenta ser o candidato da mídia”, disse Constantino.

“Chega de intimidar e agredir jornalistas”, disse o ex-juiz.

Para Constantino, o ex-juiz ignora que a liberdade de imprensa esteja ameaçada, e que militantes disfarçados de jornalistas viraram o maior partido de oposição no Brasil da atualidade.

Em comentário em seu Twitter, o economista e jornalista disse que Moro atacou o “capitalismo cego, sem compaixão” e colocou a “justiça social” como uma das suas principais metas.

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Em seu discurso de filiação, Moro afirmou: “Nós podemos erradicar a pobreza, e não é preciso furar o teto de gastos”, em clara referência ao novo programa social do governo do presidente Jair Bolsonaro, o Auxílio Brasil, que substitui o Bolsa Família e dependerá de uma manobra para bancar os custos do programa, que ultrapassaram o teto.

Para Constantino, “é típico da demagogia fazer promessas irreais sem entrar em detalhes chatos”, como executá-las, por exemplo.

Ele ainda acrescentou que a visão política de Sérgio Moro começa a ficar mais clara, e que se identifica como “tecnocracia no poder”.

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Confessa que não viu o discurso de Moro na íntegra, mas pergunta: “Ele mencionou em algum momento o árbitro supremo e o risco que isso representa às nossas liberdades?”

“Moro toca em pontos importantes, sem dúvida, acerta em muitas pautas, mas adota discurso genérico, abrangente e demagógico, que parte da premissa de um estado quase onipotente capaz de resolver todos os males que assolam a humanidade”. acrescentou Rodrigo Constantino.