Segundo ataque de tubarão é confirmado em Praia Grande em Ubatuba, SP

Idosa atacada pelo tubarão chegou ao hospital com um ferimento de cerca de 25 centímetros na perna

Idosa é atacada por tubarão na Praia Grande em Ubatuba, SP
Praia Grande, litoral de Ubatuba (SP) (Crédito: Daniel Linguitte/ Fotos Públicas)

Uma idosa de 79 anos foi atacada por um tubarão na Praia Grande, em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, no último domingo (14). O ataque de tubarão foi confirmado pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) e a suspeita é de que o animal que atacou a turista seja um tubarão-tigre ou cabeça-chata, que costuma ter médio porte e é presente nas águas paulistas.

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O caso é o segundo registrado na cidade em menos de um mês — no início de novembro, um turista francês de 39 anos  também foi atacado por um tubarão na Praia de Lamberto em Ubatuba. O caso do francês foi o primeiro ataque de tubarão registrado em 30 anos na região.

A idosa, vítima do segundo ataque, é de Piranguinho (MG) e estava na cidade com a família por causa do feriado de Proclamação da República. A família a acompanhava na Praia Grande quando foi atacada pelo animal na água.

A vítima do ataque teve um corte de cerca de 25 centímetros de extensão na perna. De acordo com informações da prefeitura, ela foi socorrida e levada para a Santa Casa, teve o ferimento suturado e depois foi liberada.

No hospital, a família da idosa já alegava ter sido um ataque de tubarão. As imagens do ferimento foram encaminhadas à Unesp e analisadas pelo professor Otto Bismark, especialista em tubarões. 

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De acordo com o especialista, as características do ataque descrito pela vítima e a análise do ferimento comprovam que foi, de fato, um tubarão.

Em nota, Bismark explicou que “o agente causador do trauma foi uma espécie de tubarão de médio a grande porte, com cabeça arredondada, focinho curto”.

O professor da Unesp também apontou que, analisando as características dos dentes, a idosa foi vítima ou de um tubarão-tigre ou de um tubarão cabeça-chata. As duas espécies são comuns no litoral paulista e usam a faixa perto da praia para se alimentar e encontrar local ideal para reprodução, eles também se alimentam de peixes de porte médio.

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