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Atentado contra Cristina Kirchner: arma tinha 5 balas

Segundo a PF argentina, especula-se que a bala não saiu por causa do dispositivo que evita disparos acidentais. Ou ainda por causa de falha na pistola ou no projétil, por serem antigos e estarem sem cuidados.

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Imagem da arma usada na tentativa de assassinato de Cristina (Créditos: Reprodução/Redes Sociais)

A arma apontada para a cabeça da vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, continha cinco balas e tentou ser disparada duas vezes pelo brasileiro Fernando Andrés Sabag Montiel, de 35 anos. A informação é do jornal Clarín, após apuração da Polícia Federal argentina.

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Ainda segundo o jornal, especula-se que a bala não saiu por causa do dispositivo que evita disparos acidentais. Ou ainda por causa de falha na pistola ou no projétil, por serem antigos e estarem sem cuidados. A pistola, modelo Bersa Thunder 32, parou de ser fabricada em 2012, mas ainda há peças de reposição.

O presidente da Argentina, Alberto Fernandez, disse nesta sexta-feira (2) que ‘‘Cristina ainda está viva porque, por um motivo ainda não confirmado tecnicamente, a arma que tinha cinco balas não disparou, apesar de ter sido engatilhada”. 

Quem é Fernando Sabag?

Fernando é brasileiro, de 35 anos, que saiu de São Paulo quando tinha 6 anos de idade, com a família. Ele vive na Argentina desde a década de 1990. Segundo o Itamaraty, o pai seria chileno e, a mãe, de nacionalidade argentina.

Ainda não se sabe o que motivou Fernando a tentar matar a vice-presidente da Argentina. Ele se infiltrou  em meio à multidão de apoiadores em frente à casa de Cristina, no bairro da Recoleta, em Buenos Aires, portando uma arma, carregada com cinco projéteis. Ao apontar para a cabeça de Cristina, a arma falhou no momento do disparo. Segundo o ministro argentino da Segurança, Aníbal Fernández, foram apreendidas 100 balas de calibre 9 milímetros na casa dele.

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Fernando se identificava nas redes sociais como ‘Salim’ e exibia várias tatuagens, entre elas, um sol negro, que seria um símbolo usado por povos nórdicos antigos e celtas, mas na cultura atual, é associado ao nazismo.

Segundo o portal Infobae, vizinhos de Fernando  relataram que ele era “inconstante”, “propenso a falar besteiras” e tinha o hábito de esperar músicos famosos em hotéis.

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