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Hipótese de crime é excluída na investigação sobre acidente de helicóptero no Irã

Além de Ebrahim Raisi, também estavam no aeromotor três membros da tripulação e outras autoridades

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Preparação para funeral de Ebrahim Raisi – Crédito: Getty Images

Cinco dias depois do acidente que matou o presidente do Irã, as Forças Armadas do país divulgaram um relatório preliminar da investigação. Ainda que algumas questões estejam pendentes de resposta, as conclusões atuais indicam que o acidente do helicóptero Bell 212 se deu pelas más condições climáticas. Ou seja, a hipótese de crime foi descartada.

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Em suma, as investigações sobre as causas continuam, mas o helicóptero seguia sua rota original e não apresentou marcas de balas. O relatório também indicou que o piloto estabeleceu contato com os outros dois helicópteros um minuto e meio antes de cair. Além disso, não houve registro de nada suspeito nas comunicações entre o controle de tráfego aéreo e a tripulação.

Segundo as imagens divulgadas, o local do acidente é uma encosta íngreme em uma cadeia montanhosa a 20 quilômetros da divisa com o Azerbaijão. O helicóptero pegou fogo assim que alcançou o solo.

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A hipótese de crime foi descartada, mas o que falta ser esclarecido?

De acordo com a agência estatal, as causas do acidente não estão totalmente esclarecidas. Segundo a TV estatal iraniana, o helicóptero sofreu um acidente devido às más condições meteorológicas no local, enquanto os outros dois helicópteros do comboio pousaram em segurança.

Já a imprensa local citou que a queda ocorreu por conta de uma “falha técnica”. A aeronave era um Bell 212. Trata-se de um helicóptero bimotor que realizou seu primeiro voo no final da década de 1960 e já não é mais fabricado. Nesse sentido, o acidente destaca a fragilidade da aviação no Irã após décadas de embargo imposto pelos Estados Unidos.

Na madrugada de segunda-feira (20), no horário local, uma agência de notícias estatal turca informou que um drone do país detectou uma fonte de calor. Mais tarde, houve a confirmação de que eram destroços do helicóptero.

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Vale ressaltar que, além de Ebrahim Raisi, até então presidente iraniano, também estavam no helicóptero três membros da tripulação e outras autoridades: o líder religioso Hojjatoleslam Al Hashem, o ministro das Relações Exteriores, Hossein Amirabdollahian, e o governador da província iraniana do Azerbaijão Oriental, Malek Rahmati.

*texto sob supervisão de Tomaz Belluomini

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