ataque a cristina kirchner

Polícia argentina prende José Derman, homem que postou vídeos de apoio ao atentado contra Kirchner

Grupo do qual o ativista faz parte comemorou o ataque a ex-presidente, nas redes sociais, com vídeos de membros armados.

Print do vídeo excluído em que José Derman presta solidariedade ao autor do atentado
Derman era conhecido por assediar mulheres progressistas na internet enviando fotos íntimas sem autorização (Reprodução/YouTube)

A polícia da Argentina fez uma operação nesta segunda-feira (5) para prender o militante de extrema-direita José Derman após ele publicar um vídeo em apoio ao autor do atentado contra Cristina Kirchner. Derman publicou o vídeo em sua conta no YouTube com o título “Nosso total apoio ao herói brasileiro que tentou fazer justiça aos argentinos“. O conteúdo já foi excluído.

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Além da prisão por seu apoio ao atentado, José Derman já tinha passagem pela polícia argentina por enviar fotos íntimas para mulheres que divergiam de sua opinião. O ativista usava sua conta no YouTube para criticar e ridicularizar pautas progressistas na Argentina.

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No Facebook, o ativista era membro do “Centro Cultural Kyle Rittenhouse”, grupo extremista que comemora abertamente o atentado contra Kirchner. O grupo se define como um “Espaço anticomunista e anti-ideologia de gênero” e promete “cerveja, bandas de punk rock e outros estilos, rádio aberta, humoristas e venda de artesanatos e produtos usados e muito mais.

Na casa de José Derman, a polícia argentina encontrou um morteiro e panfletos de apoio à Javier Milei, político também de extrema-direita que tem sido chamado de “Bolsonaro Argentino”. Nas redes sociais, Derman postava desenhos que fazia em homenagem à Jair Bolsonaro e Donald Trump.

 

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