inquérito das joias

Após indiciamento de Bolsonaro, Moro sai em defesa do ex-presidente

Segundo o senador, há uma “diferença de tratamento” entre o ex-presidente e Lula (PT), em referência ao caso dos contêineres

Após indiciamento de Bolsonaro, Moro sai em defesa do ex-presidente
Ex-presidente Jair Bolsonaro e senador Sergio Moro – Créditos: José Cruz/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi indiciado pela Polícia Federal (PF) no inquérito das joias, que apura a apropriação indevida de adornos recebidos como presentes.

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Bolsonaro é acusado de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro pela venda ilegal dos objetos. As penas para esses crimes podem variar de 10 a 32 anos de prisão. Ex-ministros e aliados políticos defenderam Bolsonaro, alegando que ele está sendo “vítima de perseguição“.

Diferença de tratamento“, diz Moro

Segundo o senador Sérgio Moro (União Brasil-PR), ex-juiz da Operação Lava Jato e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, há uma “diferença de tratamento” entre o ex-presidente e Lula (PT).

Em postagem no X (antigo Twitter), o ex-juiz fez referência ao caso dos contêineres e relembrou que, nesta ocasião, Lula não foi indiciado por peculato, “dada a ambiguidade da lei” vigente. “Há uma notável diferença de tratamento entre situações similares“, escreveu.

Perseguição declarada e descarada”, afirmam filhos de Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou no X que o indiciamento do ex-presidente é uma “perseguição declarada e descarada” contra Bolsonaro.

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O parlamentar alegou que os presentes recebidos pelo ex-presidente foram devolvidos ao patrimônio da União, não havendo “dano ao erário“. Flávio também sugeriu parcialidade na atuação dos investigadores, afirmando que um grupo na PF foi “escalado a dedo” para as diligências.

O texto de Flávio foi compartilhado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL).

Outros posicionamentos a favor do ex-presidente

O senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-ministro de Bolsonaro e líder da Oposição no Senado, afirmou que o indiciamento é um “precedente” preocupante para o presidente Lula, que também enfrentou questões jurídicas sobre presentes recebidos entre 2003 e 2010.

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No entanto, o projeto Comprova mostrou que a insinuação de Marinho é enganosa, uma vez que em 2016 o Tribunal de Contas da União (TCU) auditou os presentes recebidos por Lula e Dilma Rousseff (PT), determinando a incorporação de 568 peças de Lula e 144 de Dilma ao patrimônio da União.

Essa determinação foi cumprida, com apenas oito itens de Lula não localizados. Os presentes de Lula, avaliados em R$ 11.748,40, foram restituídos à União em 10 parcelas, segundo o TCU.

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) também se manifestou a favor do ex-presidente em suas redes. Ele republicou o texto de Flávio Bolsonaro e afirmou que o indiciamento da PF é “pura perseguição”. “Fazem de tudo, mas todo o Brasil sabe que Jair Bolsonaro não é corrupto”, escreveu Cavalcante.

Segundo o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), a PF, a mando do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, trabalha para perseguir opositores políticos. Ele comparou a instituição à Gestapo, a polícia secreta do regime nazista.

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