Segundo turno

Quem Ciro Gomes e Simone Tebet vão apoiar?

Com um segundo turno confirmado entre Lula e Jair Bolsonaro, o que é esperado agora, é descobrir quem os outros candidatos presidenciais vão apoiar. Simone Tebet “já tomou uma decisão” e Ciro Gomes pediu “algumas horas” para resolver. Juntos, eles representaram 7%.

Quem Ciro Gomes e Simone Tebet vão apoiar
Simone Tebet e Ciro Gomes (Crédito: Buda Mendes/ Getty Images)

Com a votação confirmada entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro após uma eleição polarizada ao extremo, todos os olhos estão voltados para quem as “terceiras forças”, como Simone Tebet e Ciro Gomes vão decidir apoiar. Juntos os candidatos reúnem mais de 7 % dos votos que seriam vitais para o segundo turno, em 30 de outubro.

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Depois de apurados 99,84% dos votos, Lula ficou com 48,39%, enquanto Bolsonaro chegou a 43,23%, diferença que deixou pouco sabor ao ex-presidente, já que seu objetivo era liquidá-lo primeiro, como previam várias pesquisas.

Desta forma, ambos os candidatos buscarão o apoio das “terceiras forças” para tentar ganhar o escrutínio.

Simone Tebet já decidiu se apoia Lula ou Bolsonaro

Simone Tebet ficou em terceiro lugar nas eleições presidenciais brasileiras com 4,16%, quase 5 milhões de votos. A senadora afirmou que já tomou uma decisão sobre quem vai apoiar no segundo turno entre Lula e Bolsonaro, mas esclareceu que vai anunciar “no momento certo”, após debater com os partidos aliados ao seu.

“Tenho uma posição e falarei na hora certa”, disse Tebet nas primeiras declarações que fez depois de saber o resultado da primeira rodada, embora tenha especificado que esse período não ultrapassará 48 horas.

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“Só espero que entendam que este não é um momento qualquer do Brasil; é importante que as pessoas durmam e olhem os resultados das urnas em cada estado, é hora de decisão e ação”, acrescentou, segundo o jornal O Globo.

A senadora Tebet disse que vai esperar a posição de seu partido, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), bem como dos aliados do PSDB, Podemos e Cidadania, mas pediu que não percam tempo. “Peço que decidam porque falarei em 48 horas”, pediu.

A senadora federal Tebet votou no Mato Grosso do Sul, onde criticou a polarização das eleições presidenciais com Lula e Bolsonaro como figuras exclusivas.

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“Infelizmente, vimos que a polarização ideológica contaminou a alma do povo brasileiro; nossa candidatura se propunha exatamente pelo caminho do meio, ou seja, com equilíbrio, com moderação, com diálogo, trazendo propostas e soluções reais para os problemas reais do Brasil”, disse Tebet na cidade de Campo Grande.

Ciro Gomes pediu “algumas horas” para decidir quem torcer no segundo turno no Brasil

Por sua vez, o ex-candidato à presidência do Brasil pelo Partido Democrático Trabalhista do Brasil (PDT), Ciro Gomes, quarto nas eleições deste domingo, declarou estar “profundamente preocupado com o país” e pediu à imprensa “algumas horas” para estabelecer uma posição antes do segundo turno.

“Estou profundamente preocupado com o que está acontecendo com o Brasil. Nunca vi uma situação tão complexa, tão desafiadora. Me dê mais algumas horas para conversar com meus amigos, com meu partido, para que possamos encontrar o melhor caminho, o melhor equilíbrio para servir a nação”, disse Gomes.

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O candidato do PDT obteve pouco mais de 3,34% dos votos (quase 4 milhões de votos), seu pior resultado das quatro ocasiões em que lutou pela liderança do Planalto.

Durante a campanha, Gomes foi mais conflituoso com Lula, com quem deveria dividir pelo menos parte do eleitorado.

Há quatro anos, quando se soube que Bolsonaro disputaria o segundo turno com o então candidato do PT, Fernando Haddad, Gomes também evitou imediatamente fazer uma declaração sobre quem apoiaria.

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Mas então anunciou que votaria “contra o fascismo”. “Uma coisa posso dizer imediatamente, como você já viu: a história da minha vida é uma história de vida em defesa da democracia e contra o fascismo”, disse então.

Dos pouco mais de 13 milhões de votos que obteve em 2018, Gomes agora caiu para quase quatro milhões e também caiu do terceiro lugar, agora da Simone Tebet, do MDB.

Mais cedo, após votar em Fortaleza, Gomes havia anunciado que esta seria sua última tentativa de chegar à presidência do Brasil, porque “o mundo está ficando muito estranho” e talvez ele esteja “fora de moda”.

“Combati um bom combate, travei uma boa batalha, defendi a causa, mas os tempos estão muito estranhos no mundo e no Brasil. Talvez eu esteja me tornando uma pessoa antiquada”, declarou o candidato de centro-esquerda, informou a agência de notícias Sputnik.

Também candidato em 1998, 2002 e 2018, ele insistiu na intenção de “parar por aqui” e prometeu que se vencesse trocaria sua potencial reeleição “pela reforma que o país precisa e que foi jogada fora em troca de projetos de poder trágicos para a nação”.

Gomes, 64 anos, foi ministro, deputado estadual e federal, prefeito da cidade de Fortaleza e governador do estado do Ceará, no nordeste do Brasil.

ED

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Perfil Brasil.

*Texto publicado originalmente no site Perfil Argentina.