Eleições 2022

Live de Bolsonaro sobre urnas eletrônicas é derrubada pelo Youtube

A plataforma derrubou vídeo do presidente da República que continha alegações sem provas sobre as urnas eletrônicas.

Live de Bolsonaro sobre urnas de 2021 é derrubada pelo Youtube
Presidente da República, Jair Bolsonaro (Crédito: Andressa Anholete / Freelancer)

Uma live feita em julho de 2021 pelo presidente Jair Bolsonaro foi derrubada, nesta segunda-feira (18), pelo Youtube. O conteúdo da live continha conspirações e afirmações sem procedência, feitas pelo presidente, sobre a segurança das urnas eletrônicas. O mesmo foi apresentado em um evento com embaixadores ontem (18). 

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Durante o evento, Bolsonaro deu a entender que quem conta os votos é uma empresa estrangeira e não a Justiça Eleitoral. O presidente afirmou que há mais de cem vídeos que mostram a urna autocompletando, o número 13, do PT, na eleição passada, e disse que “o próprio TSE diz que em 2018 os números podem ter sido alterados“. 

No entanto, o Youtube foi procurado e disse que suas regras servem para todos os usuários da plataforma. Segundo a empresa, eles estão trabalhando para manter suas políticas e sistemas atualizados com a intenção de diminuir a disseminação de informações falsas. O Youtube também avalia se manterá no ar a transmissão feita por Bolsonaro nesta segunda (18). 

De acordo com a Folha, outras três cópias dessa transmissão continuam no ar, uma na TVBrasilGov, outra na TVPajeu e outra na Jovem Pan. “Desde março de 2022, removemos conteúdo com alegações falsas de que as urnas eletrônicas brasileiras foram hackeadas na eleição presidencial de 2018 e de que os votos foram adulterados. Esse é um dos exemplos do que não permitimos de acordo com nossa política contra desinformação em eleições”, afirma a plataforma de vídeos. 

Bolsonaro reuniu- se com dezenas de embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada e voltou a repetir as alegações sobre urnas eletrônicas. Além do mais, o presidente concentrou suas críticas nos ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso.

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