URNAS ELETRÔNICAS

Ministério da Defesa questiona segurança das urnas para ameaças internas

Forças Armadas atestam que urnas são protegidas contra ameaças externas, mas apontam outras vulnerabilidades.

Ministro propões votações com urnas teste para atestar segurança do processo eleitoral (Créditos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Durante a audiência da Comissão de Fiscalização do Senado, que ocorre nesta quinta-feira (14), o Coronel Marcelo Nogueira de Souza, convidado do Ministério da Defesa, afirmou que os documentos apresentados pelo TSE não comprovam segurança das urnas contra ameaças internas.

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A fala do Coronel durou 15 minutos, nos quais ele admitiu “grande nível de proteção” das urnas eletrônicas contra ameaças externas. Tal proteção foi atribuída ao fato das urnas não possuírem conexão com a internet ou ter outras ligações.

No entanto, Marcelo Nogueira disse que o Ministério da Defesa ainda não pode atestar plena segurança das urnas para perigos internos. O militar questionou a vulnerabilidade do código-fonte dos equipamentos, que ele alegou poderem ser alterados para prejudicar testes das urnas.

No que tange à vulnerabilidade interna, até o momento a gente não tem disponível a documentação que nos leve a formar uma opinião conclusiva que a solução é segura em relação a uma ameaça interna“, disse Nogueira.

Durante a mesma audiência, o Ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, propôs uma ‘votação paralela’ com urnas teste para apurar a integridade do sistema.

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O ministro ainda reafirmou que a participação das Forças Armadas na apuração das urnas não tem viés político.

“Não tem ‘colocar em xeque ou em dúvida’ o que quer que seja. É só apresentar um trabalho. A decisão, aceitação ou não, não cabe a gente, cabe ao TSE, que tem suas nuances de logística, capacidade, recursos. Nós não poderíamos deixar de apresentar esse trabalho”, alegou o general.

O Ministério da Defesa ainda solicitou ao TSE que adote mais 3 medidas que as Forças Armas julgam necessárias para incrementar a segurança interna das urnas, são elas: Realização do Teste de Integridade por meio de urnas teste, promover o Teste de Segurança Pública nas urnas modelo UE2020 (39% dos modelos em atuação) e incentivar a realização da auditoria por outras entidades, incluindo partidos políticos.

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