morte de petista

“Que as autoridades apurem seriamente o ocorrido”, diz Bolsonaro após morte em Foz do Iguaçu

Bolsonaro compartilhou uma postagem de 2018, dizendo que dispensa “qualquer tipo de apoio de quem pratica violência contra opositores”.

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Jair Bolsonaro (Créditos: Andressa Anholete/Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro utilizou as redes sociais para pedir “Que as autoridades apurem seriamente o ocorrido e tomem todas as providências cabíveis, assim como contra caluniadores que agem como urubus para tentar nos prejudicar ‘24 hora’ [sic] por dia”. Bolsonaro não cita diretamente o assassinato do petista, em festa de aniversário, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

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Bolsonaro compartilhou uma postagem de 2018, dizendo que dispensa “qualquer tipo de apoio de quem pratica violência contra opositores”. “A esse tipo de gente, peço que por coerência mude de lado e apoie a esquerda, que acumula um histórico inegável de episódios violentos”, acrescentou o presidente.

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“É o lado de lá que dá facada, que cospe, que destrói patrimônio, que solta rojão em cinegrafista, que protege terroristas internacionais, que desumaniza pessoas com rótulos e pede fogo nelas, que invade fazendas e mata animais, que empurra um senhor num caminhão em movimento”, continuou Bolsonaro.

O presidente disse ainda que “falar que não são esses e muitos outros atos violentos mas frases descontextualizadas que incentivam a violência é atentar contra a inteligência das pessoas”. “Nem a pior, nem a mais mal utilizada força de expressão, será mais grave do que fatos concretos e recorrentes”, destacou.

O crime em questão ocorreu neste sábado (9), quando o guarda municipal Marcelo Arruda teve sua festa de aniversário invadida por Jorge José da Rocha Guaranho, um agente penitenciário federal. Arruda comemorava seu aniversário com uma decoração temática em homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Partido dos Trabalhadores (PT), no qual Arruda era membro da direção. De acordo com testemunhas, Guaranho foi até o local, gritando o nome de Bolsonaro.

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Pessoas presentes na festa pediram que ele deixasse o local e ele avisou que voltaria. Arruda, então, foi até seu carro e pegou a arma. Cerca de 20 minutos depois, o agente penitenciário retornou e atirou em Arruda, que ainda conseguiu revidar aos disparos. Marcelo Arruda morreu, enquanto Guaranho foi encaminhado ao hospital em estado grave.